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Ícaro é o primeiro a sentar no banco dos réus e prestar depoimento

Por NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Ícaro segue preso no batalhão do Bope/Foto: reprodução

Principal acusado pela morte de Jonhliane Paiva, ocorrida no dia 6 de agosto de 2020, Ícaro José é o primeiro réu a ser ouvido no julgamento que teve início na terça-feira (17) e continua nesta quarta (18).

Com um semblante sereno e voz calma, Ícaro começou seu depoimento falando sobre a noite que antecedeu o caso. Segundo ele, havia uma festa e ele estava acompanhado da então companheira, Hatsue, que de acordo com ele, toma uma medicação para depressão que não pode interagir com bebida, e um amigo deu um beijo nela e, por isso, “discutimos e depois disso, nos distanciamos na festa, resolvemos ir embora e retomamos o assunto dentro do carro. Assim que sai da casa, olhei meu celular para ver se havia alguma blitz, na Antônio da Rocha Viana ainda estava devagar e no calor da discussão, ela batia no painel e a discussão ficou acalorada e eu acelerei apenas para deixar ela logo na casa dela. No momento da colisão, eu estava próximo da traseira do Fusca e ele desviou, nesse momento vi a moto e não consegui desviar, freei e minha roda quebrou. Depois do que ocorreu, retirei meu carro apenas por nervosismo e evitar retaliação, e eu não lembro se eu liguei para o Diego ou ele me ligou, mas ele chegou. E eu perguntei: Diego eu matei um homem? Ele respondeu que era uma mulher e ela morreu. Eu quis voltar, mas meu amigo me aconselhou a não, fui levado para a casa da Matsue”, contou.

Indagado pelo juiz Alesson Braz, Ícaro afirmou que só viu o Fusca dirigido por Alan segundos antes da colisão, negando assim, a tese de um racha entre eles.

“Jamais (houve racha). A primeira vez que vi o Alan foi na audiência de instrução, não o conhecia”, disse.

Sobre ter consumido bebida alcoólica, ele diz que tomou um copo de whisky com energético. Sobre ter ido para uma chácara, ele diz que decidiu por causa das ameaças que estava recebendo. O motivo de ter ido 0ara Fortaleza também foi questionado pelo juiz.

“A minha mãe estava em Fortaleza fazendo um tratamento e com problema cardíaco, e fui por preocupação e para fugir das ameaças. Perguntei ao delegado e ele disse que não havia problema, assim que tomei conhecimento do mandato de prisão eu comprei a primeira passagem disponível, que era na sexta-feira e fui para Porto Velho”.

O juiz também quis saber sobre a alta velocidade. De acordo com a perícia, Ícaro estava, a 151,77 km/h no momento da colisão, “acredito que estava acima da via, mas acredito que não estava a 150 km/h”.

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