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Narciso: ‘Os libertinos consideram a liberdade de expressão como se fosse um direito absoluto’

Por NARCISO MENDES, PARA CONTILNET

Narciso Mendes.

Direitos e deveres

A liberdade de expressão é um dos mais sagrados nas sociedades democráticas, contudo tem seus limites.

Os libertinos consideram a liberdade de expressão como se fosse um direito absoluto. Mas não o é, a não ser para eles próprios, já que estes se imaginam com o absoluto direito de agredir a privacidade, a honra e a imagem das pessoas. Se absoluto fosse não existiria os crimes contra a privacidade, a honra e a imagem das pessoas, entre outros.

As leis existem exatamente para por freios naqueles que se acham no direito de caluniar, de difamar e injuriar àqueles que por vontade própria ou por encomenda buscam irresponsavelmente prejudicar os outros, sobretudo, após o surpreendente avanço dos meios de comunicação.

A degradação da atividade política em muito se deve as chamadas informações falsas, presentemente, rotuladas de fake News e, sobretudo, as facilidades que a internet passou a ofertar aos blogueiros de plantão, a maioria deles composta por verdadeiras súcias de agressores.

Sou contra a censura, conquanto que, àqueles que usam do direito de liberdade de opinião não se mantenha no anonimato. Assim preceitua a alínea IV da nossa própria constituição. Do contrário, sequer há como responsabilizá-los?

Ao tempo em que a imprensa tinha CNPJ e endereço e as notícias era subscritas por alguém que prezava pela informação, quem fosse atingido por uma falaciosa veiculação tinha o direito de se defender no mesmo espaço e sem maiores delongas. Lamentavelmente, àquela boa e saudosa imprensa vem sendo substituído por idiotas e imbecis, portanto, irresponsavelmente.

Até quando o mundo, e em particular, o nosso país, porá freios aos internautas que utilizam as nossas redes sociais para propagarem o que lhes vêm à telha? Já há evidentes sinais que isto irá acontecer.

Trago este assunto ao debate em razão do que estou assistindo no curso das nossas próximas eleições, isto porque, dos candidatos e seus prepostos só temos assistido acusações do tipo: genocida, corrupto, mentiroso, incompetente, etc.

Sobre as questões que de fato nos interessam: o desemprego, a inflação, a precariedade de nossa saúde, educação e segurança pública, inclusive a fome que assola quase 20.000.000 de brasileiros nada propõem e do pouco que propõem, sequer demonstram como as resgatarão.

Se me desanima a polarização Lula/Bolsonaro, o que representa uma volta ao passado, mais me desanima a meia dúzia de candidatos que se dizem contrário a referida polarização por não nos darem uma terceira opção de voto, já que de certo só podemos afirmar uma coisa: no dia 2 de outro próprio, assistiremos o funeral coletivo de todos eles. Sobre a disputa pelo governo do nosso Estado, brevemente me reportarei. 

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