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26 junho 2022 9:34 pm

Primeira unidade de conservação criada no Acre completa 40 anos e eventos on-line marcam data

Localizada numa das áreas mais isoladas do planeta, no município de Assis Brasil, a unidade tem a missão de proteger as nascentes do Rio Acre.

POR KATIÚSCIA MIRANDA, PARA CONTILNET

Última atualização em 27/05/2022 16:45

A primeira Unidade de Conservação (UC) criada no estado foi a Estação Ecológica (Esec) Rio Acre, ainda na década de 80. Para comemorar os 40 anos da UC, a equipe gestora está realizando uma série de eventos on-line que podem ser acompanhados pelo canal da Esec no Youtube.

A Esec Rio Acre é uma UC de proteção integral, uma das categorias mais restritivas, e compreende 79.395,22 hectares de extensão. A vegetação é classificada como floresta tropical aberta, pois é caracterizada pela presença de Florestas Abertas, onde o dossel apresenta menor densidade de árvores grandes e possui um subosque com grande abundância de palmeiras, bambus e lianas.

A gestão do local é feita pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com o biólogo e gestor da unidade, Luã Carlos Rocha Diógenes, a Esec foi criada com a missão de proteger e preservar as nascentes do Rio Acre, assim como toda a biodiversidade envolvida no local. “O Rio Acre é um dos rios mais importantes em questão de abastecimento e também para a manutenção do modo de vida das populações ribeirinhas”, disse Luã.

Confira a programação completa no canal da Esec Rio Acre no Youtube:

É uma das únicas UCs do Acre que ainda possui a sua cobertura florestal praticamente intacta. “As áreas abertas são somente onde ficam localizadas as base de monitoramento do ICMBio. Em relação à biodiversidade é dos pontos do Acre que se destacam, com muita abundância de animais, inclusive categorizados na lista de ameaçados como vulneráveis, como o macaco-aranha, a onça pintada, a anta, a onça vermelha. Eles conseguem ser visualizados, e muitas vezes os seus vestígios, com facilidade”, explicou o gestor da UC.

Ateles chamek – Macaco-Aranha. Foto: Luana Alencar

Luã disse também que o ICMBio procura manter a presença institucional constante, mesmo com as dificuldades de acesso. “A gestão se prontifica e encara o desafio de fazer uma gestão de uma unidade que é considerada uma das mais isoladas do Brasil”, finalizou.

Os eventos iniciaram na última quarta-feira (25) e seguem até esta sexta-feira (27).

 

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