Socorro Neri comparece Ă  CPI do Transporte PĂșblico para esclarecer questionamentos

Por ASCOM 24/05/2022 Ă s 18:57

A ex-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, compareceu na tarde desta terça-feira (16) na Cùmara Municipal para esclarecer os questionamentos da CPI do Transporte, que apura eventuais irregularidades no setor.

Socorro Neri compareceu como testemunha, por ter estado a frente do executivo municipal entre os anos de 2018 e 2020.

Na oportunidade, ela explicou que mesmo com as dificuldades, alĂ©m da manutenção da frota de ĂŽnibus para o devido funcionamento, inovaçÔes foram implantadas durante sua gestĂŁo, como a modernização de ĂŽnibus – com veĂ­culos articulados e biarticulados –, e os terminais de integração, que trabalhavam com o sistema tronco-alimentado, que tinha como objetivo dar mais fluxo dentro dos bairros da capital.

As dificuldades, no entanto, foram intensificadas a partir de março de 2020, com a chegada da pandemia de Covid-19, que suspendeu atividades econÎmicas presenciais, aulas nas escolas e universidade e criou a necessidade de isolamento social, reduzindo drasticamente a procura por serviços de transporte coletivo. Tal fato gerou a preocupação em relação ao déficit mensal entre despesas e receitas, mostrando a necessidade de que o Município pudesse garantir a continuidade dos serviços através de subvenção.

Ainda sobre o assunto, Socorro disse que antes de apresentar a proposta de subvenção Ă  CĂąmara, viu necessidade de discutir acerca do assunto com os ĂłrgĂŁos de gestĂŁo e de controle, como Tribunal de Contas do Estado do Acre, MinistĂ©rio PĂșblico do Acre, Controladoria Geral do MunicĂ­pio, Procuradoria Geral do MunicĂ­pio, e que esse grupo apresentou a possibilidade de aporte financeiro especificamente para o pagamento de funcionĂĄrios das empresas de transporte.

Questionada pelo vice-presidente da CPI, vereador Fabio AraĂșjo, sobre a proposta de subsĂ­dio Ă s empresas de transporte em seu Ășltimo ano de gestĂŁo, a ex-prefeita explicou que em Rio Branco, as empresas que na Ă©poca faziam parte do sistema jĂĄ vinham apresentando desequilĂ­brio financeiro, parte em razĂŁo da queda no nĂșmero de usuĂĄrios do sistema.

“O transporte pĂșblico Ă© um direito constitucional, assim como o direito a educação, saĂșde e moradia. Ocorre que em nosso paĂ­s, a garantia deste direito passou a ser responsabilidade dos municĂ­pios, que compĂ”em a parte mais frĂĄgil da estrutura de governo, no que diz respeito aos recursos e arrecadação de impostos. Dessa forma, grande parte das gestĂ”es municipais acabam repassando a responsabilidade ao usuĂĄrio de financiar o transporte pĂșblico. Isso tem se mostrado ineficiente, sendo um problema a ser abordado e tratado com mais profundidade, de modo a encontrar uma solução mais viĂĄvel”.

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