A ex-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, compareceu na tarde desta terça-feira (16) na Cùmara Municipal para esclarecer os questionamentos da CPI do Transporte, que apura eventuais irregularidades no setor.
Socorro Neri compareceu como testemunha, por ter estado a frente do executivo municipal entre os anos de 2018 e 2020.
Na oportunidade, ela explicou que mesmo com as dificuldades, alĂ©m da manutenção da frota de ĂŽnibus para o devido funcionamento, inovaçÔes foram implantadas durante sua gestĂŁo, como a modernização de ĂŽnibus â com veĂculos articulados e biarticulados â, e os terminais de integração, que trabalhavam com o sistema tronco-alimentado, que tinha como objetivo dar mais fluxo dentro dos bairros da capital.
As dificuldades, no entanto, foram intensificadas a partir de março de 2020, com a chegada da pandemia de Covid-19, que suspendeu atividades econĂŽmicas presenciais, aulas nas escolas e universidade e criou a necessidade de isolamento social, reduzindo drasticamente a procura por serviços de transporte coletivo. Tal fato gerou a preocupação em relação ao dĂ©ficit mensal entre despesas e receitas, mostrando a necessidade de que o MunicĂpio pudesse garantir a continuidade dos serviços atravĂ©s de subvenção.
Ainda sobre o assunto, Socorro disse que antes de apresentar a proposta de subvenção Ă CĂąmara, viu necessidade de discutir acerca do assunto com os ĂłrgĂŁos de gestĂŁo e de controle, como Tribunal de Contas do Estado do Acre, MinistĂ©rio PĂșblico do Acre, Controladoria Geral do MunicĂpio, Procuradoria Geral do MunicĂpio, e que esse grupo apresentou a possibilidade de aporte financeiro especificamente para o pagamento de funcionĂĄrios das empresas de transporte.
Questionada pelo vice-presidente da CPI, vereador Fabio AraĂșjo, sobre a proposta de subsĂdio Ă s empresas de transporte em seu Ășltimo ano de gestĂŁo, a ex-prefeita explicou que em Rio Branco, as empresas que na Ă©poca faziam parte do sistema jĂĄ vinham apresentando desequilĂbrio financeiro, parte em razĂŁo da queda no nĂșmero de usuĂĄrios do sistema.
“O transporte pĂșblico Ă© um direito constitucional, assim como o direito a educação, saĂșde e moradia. Ocorre que em nosso paĂs, a garantia deste direito passou a ser responsabilidade dos municĂpios, que compĂ”em a parte mais frĂĄgil da estrutura de governo, no que diz respeito aos recursos e arrecadação de impostos. Dessa forma, grande parte das gestĂ”es municipais acabam repassando a responsabilidade ao usuĂĄrio de financiar o transporte pĂșblico. Isso tem se mostrado ineficiente, sendo um problema a ser abordado e tratado com mais profundidade, de modo a encontrar uma solução mais viĂĄvel”.
