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26 junho 2022 3:24 pm

Casa colorida é atrativo turístico em Tarauacá

POR SECOM

Última atualização em 18/06/2022 09:26

O estilo peculiar do pintor Francisco Oliveira, de 65 anos, transcendeu suas vestimentas e foi parar na sua residência. Conhecido como come cobra ou Maluco Beleza, pela semelhança com a letra da música do Raul Seixas, ele é um personagem diferenciado do Acre, que transformou a sua casa, do Bairro Corcovado, em Tarauacá, em mais um ponto turístico do Estado.

O apelido “Come Cobra” se deu porquê Francisco de fato comia jiboia. Foto: Marcos Vicentti/Secom.

Não tem quem não conheça a casa ou o famoso Come Cobra em Tarauacá. Morador ilustre do bairro, já virou até notícia nacional. E quem vai à Tarauacá não pode deixar de visitar à residência.

O local chama a atenção de quem passa pela rua. A casa de dois andares é bem diferente, repleta de desenhos coloridos, traços dos povos das florestas, enfeites, pedras coloridas, latas, garrafas de cerveja e plásticos.

A casa foi toda trabalhada com objetos reciclados e da floresta. Foto: Marcos Vicentti/Secom.

Há 5 anos, ele iniciou a ornamentação da residência  que, segundo ele, ainda não concluiu. A casa está em constante mudança. “Quando não gosto de uma combinação, desmancho tudo e faço de novo, até ficar bom”, frisa.

Francisco relata que a inspiração vem de Deus. “A gente traz de nascença, Deus coloca na gente. Eu utilizo objetos reciclados e da floresta. A minha primeira casa era de liga de câmara de ar”.

O interior da casa também foi todo trabalhado com pinturas indígenas e outros desenhos, cortinas em pedrarias e objetos. Em cada detalhe, ele imprimiu o seu estilo.

Até a bicicleta foi estilizada. A “Be bike biumi sputnik”, como foi nomeada por ele, também foi toda trabalhada em pedrarias e enfeites que a tornaram mais um atrativo.

A bicicleta combina com a casa e chama atenção. Foto: Marcos Vicentti/Secom.

Come cobra

Natural de Cruzeiro do Sul, há 30 anos mora em Tarauacá. Ele acumula profissões, é pintor, pedreiro, garimpeiro, mecânico e carpinteiro.

O apelido surgiu logo que chegou à Tarauacá. Durante um trabalho, no intervalo para o almoço, mataram 2 cobras que estavam matando os bezerros e Francisco resolveu comê-las.

Há 28 anos, ficou conhecido como “Come Cobra”. Foto: Marcos Vicentti/Secom.

“Eu disse: vamos comer essa cobra, vamos tirar o couro dela. Eu cortei ela e fiz. Depois de pronta todo mundo queria. Esse apelido eu ganhei há uns 28 anos”.

Quem passa por Tarauacá, precisa conhecer a residência e o simpático morador.

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