Os remanescentes humanos encontrados durantes as buscas pelo indigenista Bruno e o jornalista inglĂȘs Dom Phillips foram transportados na noite desta quarta-feira (15) atĂ© o porto de Atalaia do Norte, a 1.136 quilĂŽmetros de Manaus.
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Os restos mortais chegaram em sacos pretos por volta das 20h (horĂĄrio local) e foram conduzidos por agentes da PolĂcia Federal atĂ© uma caminhonete, depois transportados de helicĂłptero atĂ© o municĂpio de Tabatinga, de onde devem ser levados em outra aeronave atĂ© BrasĂlia.
Durante coletiva de impressa realizada em Manaus, a PF confirmou que Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, confessou ter assassinado o Bruno Dom Phillips. O suspeito indicou Ă s autoridades o local onde enterrou os corpos das vĂtimas.
Os remanescentes humanos serĂŁo encaminhados para perĂcia na capital federal. ApĂłs a confirmação das identificaçÔes, serĂŁo entregues Ă s respectivas famĂlias das vĂtimas.
AlĂ©m de Amarildo, tambĂ©m estĂĄ preso um irmĂŁo dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, mas, segundo a PF, ele nĂŁo confessou envolvimento no caso.
A participação no crime de uma terceira pessoa, citada por Amarildo, estå sendo investigada e novas prisÔes não estão descartadas.
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‘Remanescentes humanos’ foram transportados no inĂcio da noite. â Foto: Edmar Barros/AP
Reconstituição
Ainda segundo a PF, Amarildo fez a confissĂŁo na noite de terça, quando narrou em detalhes o crime. Durante o dia desta quarta, ele foi levado atĂ© o local onde enterrou os corpos. Ele tambĂ©m indicou onde afundou a embarcação que era usada por Bruno e Dom, mas a polĂcia sĂł deve ir ao local nesta quinta-feira (16) para retirar a embarcação.
O restos mortais foram achados cerca de 3,1 km de distĂąncia de onde itens pessoais do indigenista e do jornalista, como cartĂŁo de saĂșde e notebook, haviam sido encontrados dias atrĂĄs.
“NĂŁo terĂamos condiçÔes de chegar ao local de maneira rĂĄpida sem a confissĂŁo”, afirmou o superintendente.
De acordo com o delegado da PolĂcia Civil, Guilherme Torres, as equipes percorreram o rio por cerca de 1h40 e depois caminharam mais 25 minutos em uma ĂĄrea de mata de difĂcil acesso atĂ© onde os corpos tinham sido enterrados.
No local, foi feita uma reconstituição do crime, com autorização da Justiça.
Desaparecidos
Bruno e Phillips tinham sido vistos pela Ășltima vez na comunidade SĂŁo Rafael, a cerca de 2 horas de lancha da sede de Atalaia do Norte e prĂłxima Ă Terra IndĂgena Vale do Javari. A reserva Ă© palco de conflitos relacionados ao trĂĄfico de drogas, roubo de madeira e garimpo ilegal.
A procura pelos dois teve inĂcio no prĂłprio domingo do desaparecimento, dia 5 de junho, por integrantes da Univaja. Como nĂŁo conseguiram localizĂĄ-los, acionaram as autoridades, que passaram a procurĂĄ-los a partir do dia seguinte. As buscas envolveram o ExĂ©rcito, a Marinha, a Secretaria de Segurança PĂșblica do Amazonas (SSP-AM) e a PF, alĂ©m de cerca de cem indĂgenas voluntĂĄrios.
