Caso Bruno e Dom: vĂ­deo mostra a chegada de ‘remanescentes humanos’

Por G1 16/06/2022 Ă s 08:44 Atualizado: hĂĄ 4 anos

Os remanescentes humanos encontrados durantes as buscas pelo indigenista Bruno e o jornalista inglĂȘs Dom Phillips foram transportados na noite desta quarta-feira (15) atĂ© o porto de Atalaia do Norte, a 1.136 quilĂŽmetros de Manaus.

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Os restos mortais chegaram em sacos pretos por volta das 20h (horårio local) e foram conduzidos por agentes da Polícia Federal até uma caminhonete, depois transportados de helicóptero até o município de Tabatinga, de onde devem ser levados em outra aeronave até Brasília.

Durante coletiva de impressa realizada em Manaus, a PF confirmou que Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, confessou ter assassinado o Bruno Dom Phillips. O suspeito indicou Ă s autoridades o local onde enterrou os corpos das vĂ­timas.

Os remanescentes humanos serão encaminhados para perícia na capital federal. Após a confirmação das identificaçÔes, serão entregues às respectivas famílias das vítimas.

AlĂ©m de Amarildo, tambĂ©m estĂĄ preso um irmĂŁo dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, mas, segundo a PF, ele nĂŁo confessou envolvimento no caso.

A participação no crime de uma terceira pessoa, citada por Amarildo, estå sendo investigada e novas prisÔes não estão descartadas.

'Remanescentes humanos' foram transportados no início da noite. — Foto: Edmar Barros/AP

‘Remanescentes humanos’ foram transportados no inĂ­cio da noite. — Foto: Edmar Barros/AP

Reconstituição

Ainda segundo a PF, Amarildo fez a confissão na noite de terça, quando narrou em detalhes o crime. Durante o dia desta quarta, ele foi levado até o local onde enterrou os corpos. Ele também indicou onde afundou a embarcação que era usada por Bruno e Dom, mas a polícia só deve ir ao local nesta quinta-feira (16) para retirar a embarcação.

O restos mortais foram achados cerca de 3,1 km de distĂąncia de onde itens pessoais do indigenista e do jornalista, como cartĂŁo de saĂșde e notebook, haviam sido encontrados dias atrĂĄs.

“NĂŁo terĂ­amos condiçÔes de chegar ao local de maneira rĂĄpida sem a confissĂŁo”, afirmou o superintendente.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Guilherme Torres, as equipes percorreram o rio por cerca de 1h40 e depois caminharam mais 25 minutos em uma årea de mata de difícil acesso até onde os corpos tinham sido enterrados.

No local, foi feita uma reconstituição do crime, com autorização da Justiça.

Desaparecidos

Bruno e Phillips tinham sido vistos pela Ășltima vez na comunidade SĂŁo Rafael, a cerca de 2 horas de lancha da sede de Atalaia do Norte e prĂłxima Ă  Terra IndĂ­gena Vale do Javari. A reserva Ă© palco de conflitos relacionados ao trĂĄfico de drogas, roubo de madeira e garimpo ilegal.

A procura pelos dois teve inĂ­cio no prĂłprio domingo do desaparecimento, dia 5 de junho, por integrantes da Univaja. Como nĂŁo conseguiram localizĂĄ-los, acionaram as autoridades, que passaram a procurĂĄ-los a partir do dia seguinte. As buscas envolveram o ExĂ©rcito, a Marinha, a Secretaria de Segurança PĂșblica do Amazonas (SSP-AM) e a PF, alĂ©m de cerca de cem indĂ­genas voluntĂĄrios.

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