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7 julho 2022 12:40 pm

Urgente: Acre registra primeiro caso suspeito de varíola do macaco

A investigação do caso será feita pela Vigilância Epidemiológica Municipal que trabalha para esclarecer o caso mais breve possível

POR REDAÇÃO CONTILNET

Última atualização em 14/06/2022 10:38

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância de Saúde do Acre (Cievs), comunica que no último dia 13 de junho foi notificado o primeiro caso suspeito de Monkeypox, doença mais conhecida como Varíola do Macaco, em Rio Branco.

O paciente de 30 anos deu entrada no Pronto Atendimento da Unimed queixando-se de febre, adenomegalia e erupção cutânea. O homem relatou ainda ter tido contato com pessoa vinda do exterior.

A partir desta notificação, o paciente que apresenta sintomas leves, foi orientado a permanecer isolado em seu domicílio, sendo monitorado junto às pessoas que manteve contato nos últimos dias.

A investigação do caso será feita pela Vigilância Epidemiológica Municipal que trabalha para esclarecer o caso mais breve possível.

De acordo com a Sesacre, a coleta de material biológico será realizada hoje com o acompanhamento do LACEN e informa ainda que a Sala de Situação referente ao agravo está criada e atuante acompanhando a situação Brasil, com Plano de Ação elaborado com todas as áreas envolvidas.

Sintomas da varíola dos macacos

Os primeiros sintomas da varíola dos macacos são:

  • Bolhas e feridas na pele, que coçam e doem;
  • Febre;
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Cansaço excessivo,
  • Dor nas costas.

Estes sintomas costumam surgir cerca de 5 a 21 dias após o contato com o vírus, e duram entre 14 a 21 dias. As bolhas costumam surgir primeiro no rosto e mucosa oral, espalhando-se depois para o resto do corpo e atingindo, principalmente, as extremidades, como a palma das mãos, e podendo também aparecer na região genital.

Como acontece a transmissão

A varíola dos macacos é principalmente transmitida de animais para pessoas, acontecendo por meio de mordidas de roedores infectados, consumo de carne mal cozida de animais infectados e/ou contato com secreções ou sangue de animais infectados.

No entanto, apesar de mais difícil, é também possível que exista a transmissão desse tipo de varíola de pessoa para pessoa por meio do contato com secreções respiratórias que são liberadas ao tossir ou falar por exemplo, mas para que o vírus consiga ser transmitido dessa forma, é preciso que as pessoas estejam muito próximas durante muito tempo.

Além disso, a transmissão também pode acontecer por meio do contato direto com as secreções das bolhas e feridas causadas pelo vírus da varíola dos macacos, ou por meio do contato com objetos contaminados. A presença de lesões na região genital também parece aumentar o risco de transmissão da varíola dos macacos entre as pessoas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da varíola dos macacos pode ser feito pelo infectologista ou clínico geral por meio da avaliação do histórico de saúde e sintomas apresentados. Para confirmar a doença, é normalmente realizada a coleta da secreção da ferida, que é analisada em laboratório, por meio do teste de PCR, com o objetivo de identificar o vírus responsável pela doença.

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