Uma jovem morta há mais de dois meses em um acidente de trânsito foi intimada pela PolĂcia Civil a prestar depoimento em Curitiba. Manuela Queiroz Vicentini, de 19 anos, estava grávida, e morreu no final de abril no hospital.
Em junho, a famĂlia dela recebeu uma intimação da polĂcia informando que a jovem deveria comparecer Ă delegacia testemunhar em outra investigação na qual o motorista que causou o acidente denuncia a PolĂcia Militar (PM). Ele alega que nĂŁo fez o teste do bafĂ´metro por ter sido agredido pelos policiais.
A PolĂcia Civil reconheceu que errou na intimação (veja abaixo). Os familiares tiveram que ir atĂ© a delegacia para esclarecer que Manuela havia morrido.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/z/T/CUaRlITsSqVggyGv1tnQ/intimacao.jpg)
ApĂłs morrer em acidente, grávida foi intimada pela PolĂcia Civil a comparecer a uma delegacia — Foto: Reprodução/RPC
O acidente
Segundo a polĂcia, o carro em que Manuela e o marido estavam foi atingido pelo veĂculo de Samuel Alisson Soares Barbosa. Ele dirigia embriagado e furou a preferencial. A jovem estava grávida de seis meses. A criança tambĂ©m morreu.
Uma câmera de monitoramento registrou a batida registrada em 18 de abril. Veja, no vĂdeo abaixo.
Samuel foi preso em flagrante por lesão corporal qualificada e embriaguez ao volante. Ele foi solto pela Justiça dias depois.
Erro na intimação
A intimação recebida pela famĂlia convocava Manuela para ir atĂ© a delegacia no dia 4 de julho. Os pais da jovem foram atĂ© o distrito policial na data marcada na intimação para esclarecer o erro.
Adriana Queiroz, mĂŁe de Manuela, contou que a famĂlia informou o problema a um policial que fazia o atendimento e eles foram chamados para falar com a escrivĂŁ.
Supostas agressões da PM ao motorista
O advogado Ryan Antunes de Sá atua na defesa do motorista Samuel Barbosa e disse que o inquĂ©rito policial sobre o acidente foi concluĂdo em maio. Eles aguardam o MinistĂ©rio PĂşblico do Paraná (MP-PR) decidir se oferece ou nĂŁo a denĂşncia.
A defesa afirma que Samuel está em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares e possui “recurso em sentido estrito no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que versa sobre a competĂŞncia da Vara do Tribunal do JĂşri para julgar este caso”.
O advogado disse que não vão se manifestar sobre a investigação que apura as denúncias de agressão.

