PF suspeita que assassinos de Dom e Bruno eram empregados de ColĂ´mbia

Por G1 08/07/2022 Ă s 08:28

Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, foi preso, na quinta-feira (7), em Tabatinga, no Amazonas, por uso de documento falso. A Polícia Federal suspeita que ele empregava os assassinos do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. Os dois foram mortos no dia 5 de junho, em Atalaia do Norte. Três suspeitos do crime estão presos.

Segundo informações obtidas com exclusividade pela Rede Amazônica, Colômbia foi até a delegacia da Polícia Federal em Tabatinga, cidade próxima à Atalaia do Norte, na tarde de quinta-feira para afirmar que não teria envolvimento com os assassinatos do indigenista e do jornalista.

No momento da identificação, os agentes constataram que o documento apresentado pelo suspeito era falso. Segundo fontes da PF, Rubens Villar teria pelo menos mais dois documentos falsos, um do Brasil e outro da Colômbia.

O homem foi preso em flagrante por uso de documento falso. A pena é de seis anos e não tem fiança.

ColĂ´mbia Ă© suspeito de chefiar uma quadrilha de pesca ilegal na regiĂŁo da Terra IndĂ­gena Vale do Javari, que tem parte do territĂłrio dentro da cidade de Atalaia do Norte.

Fontes da Polícia Federal afirmam que Jeferson da Silva Lima, os irmãos Amarildo e Oseney da Costa de Oliveira, suspeitos de envolvimento nas mortes do indigenista e do jornalista, e os cinco indiciados na ocultação dos cadáveres seriam empregados de Colômbia.

Como o motivo dos assassinatos seria a represália de pescadores ilegais contra o trabalho de fiscalização de Bruno em terras indígenas, a Justiça Estadual declinou da competência e passou o caso para a Justiça Federal.

Ainda não há provas do envolvimento de Colômbia nos assassinatos.

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