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9 agosto 2022 6:49 am

Polícia Civil corrige para 17 o número de mortos durante operação no Complexo do Alemão

Um traficante que teve o nome divulgado na lista de mortos está vivo. Ele foi ferido e preso, segundo a instituição

POR R7

Última atualização em 23/07/2022 16:29

A Polícia Civil do Rio corrigiu para 17 o número de mortos durante a operação policial no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, na última quinta-feira (21). A atualização ocorreu na noite desta sexta-feira (22).

Anteriormente, as autoridades da Segurança Pública haviam informado que se tratava de 18 mortes na ação do Bope (Batalhão de Operação Especiais) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).
À Record TV Rio, a assessoria de imprensa da Polícia Civil explicou que o traficante Roberto de Souza Quimer, que teve o nome divulgado na lista de mortos, está vivo. Ele foi ferido e preso em flagrante.

Além dele, foram presos outros cinco homens: Leonardo Guedes Calaça, Leandro Batista Cruz, Paulo Jordan dos Santos Arruda, Nivaldo Luis Matas Cidrinho e Hideraldo Alves.

Conhecido como “matador de policiais”, Hideraldo é foragido do Pará e suspeito de ter participado do assalto a uma joalheria em um shopping na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Quinze dos 17 mortos são suspeitos, segundo a polícia

A Polícia Civil informou, ainda, que 15 dos 17 mortos participaram de confrontos durante a operação policial no Alemão. De acordo com o levantamento da investigação, 10 deles tinham antecedentes criminais. (Veja a lista completa abaixo)
Entre as vítimas estão dois inocentes: o cabo da PM Bruno de Paula, morto em um ataque de criminosos à base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora); e a moradora do Recreio Letícia Marinho Salles, de 50 anos, atingida dentro de um carro nas imediações da comunidade.

O Disque Denúncia oferece recompensa de R$ 5.000 por informações que levem à identificação e à prisão dos suspeitos envolvidos na morte do policial.

A morte de Letícia é investigada pela Divisão de Homicídios da Capital. A família acusou a polícia de efetuar o disparo que matou a vítima.

Já são 18 mortos em dois dias de tiroteios

No dia seguinte à ação, a comunidade do Alemão voltou a registrar novos tiroteios, e o conflito fez mais uma vítima na sexta (22). A moradora Solange Mendes foi baleada na cabeça ao sair de casa para fazer compras. Ela não resistiu aos ferimentos.

Com mais este caso, subiu para 18 o número de mortes na comunidade em dois dias de confrontos.

A insegurança na região gerou protestos. O policiamento segue reforçado, de acordo com informações da Polícia Militar.
Suspeitos mortos identificados pela Polícia Civil

1. Anderson Luiz Bezerra Fonseca, vulgo Andinho – 2 anotações por tráfico de drogas;
2. Gabriel Farias da Silva, vulgo Biel – 6 anotações criminais por tráfico, associação ao tráfico de drogas, homicídio, resistência e roubo. Possuía um mandado de prisão pendente;
3. Marcos Paulo Nascimento da Silva, vulgo Marquim – sem anotações criminais;
4. Bruno Neves Leal, vulgo Borro – 2 anotações criminais por tráfico e associação ao tráfico de drogas. Evadido do sistema penitenciário e com um mandado de prisão pendente;
5. Fernando Nascimento da Silva, vulgo Feio – 2 anotações criminais por tráfico de drogas e porte de arma de fogo de uso restrito;
6. Emerson de Souza Teixeira, vulgo 2D ou Familhão – 7 anotações criminais por tráfico e associação ao tráfico de drogas, dano qualificado, resistência e porte ilegal de arma de fogo;
7. Wellington Moura da Silva Júnior, vulgo Zoinho – uma anotação por furto como adolescente infrator;
8. Diego Barboza da Silva, vulgo DG – uma anotação criminal por tráfico de drogas;
9. Luiz Cláudio Rozendo Lopes Júnior, vulgo Presuntinho e Marley – sem anotações criminais;
10. Bruno Luiz Soares da Silva – 2 anotações criminais por tráfico e roubo;
11. Wanderlei Gomes de Lacerda – sem anotações criminais;
12. Luan de Araujo Rosário – 2 anotações criminais por roubo;
13. Emerson José Costa Junior – sem anotações criminais;
14. Jhonathan Vitor Ferreira Nunes – sem anotações criminais; e
15. Rafael Correia de Melo, vulgo Fafá ou Fafal – mandado de prisão pendente por homicídio, além de anotações criminais por tráfico de drogas e associação criminosa. Todos no estado de Alagoas.

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