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7 agosto 2022 2:26 pm

Quarenta dias após ser baleada na cabeça, menina Alice recebe alta de hospital no Rio

Alice Rocha, de quatro anos, foi baleada na Zona Oeste da cidade durante tiroteio entre policiais civis e milicianos. Ainda não se sabe de onde partiu o tiro que atingiu a menina.

POR G1

Última atualização em 12/07/2022 14:55

“Eu estou muito feliz e grata a todos, a Deus, que ela é meu milagre, que a minha filha está viva. O que ela mais pede é para ir para a escola, que quer ver as amigas da escola”, diz Andressa Silva, mãe de Alice.

Com quatro anos de idade, Alice teve que ser valente. Passou por várias cirurgias desde que foi internada há 40 dias. A última, a mais complicada de todas, durou quase 10 horas.

Antes de ir embora, a família entregou uma carta de agradecimento e distribuiu bombons à equipe que cuidou da menina.

“Uma felicidade imensa. O começo foi doloroso, foi difícil, mas agora é gratificante ver ela assim: recuperada, indo para casa. Tudo que a família queria. Isso aí é um milagre, não só nosso, mas de todos”, afirma Glória Ferreira, avó de Alice.

“Muitos dias de luta, de angústia, mas sempre crendo no Deus vivo que a gente ia ter nossa vitória. Hoje é só felicidade”, comemora Elaine Soares, avó de Alice.

Alice Rocha foi baleada no dia 1º de junho, na Taquara, Zona Oeste do Rio. Ela tinha acabado de sair da escola e parou com a mãe para comprar pipoca.

A Polícia Civil afirma que foi até a região checar uma denúncia de que milicianos estariam cobrando taxas ilegais a comerciantes e que, ao chegar no local, os criminosos tentaram fugir e atacaram. Começou, então, um tiroteio a poucos metros da calçada onde estavam Alice e a mãe.

Um homem foi preso e o outro conseguiu escapar. Ainda não se sabe de onde partiu o tiro que atingiu a menina. Um mês depois, a família divulgou imagens que mostravam Alice dando os primeiros passos.

Alice estava em estado gravíssimo quando chegou ao hospital. Mas a melhora dela foi tão rápida que surpreendeu a equipe médica desde os primeiros dias de internação. Com pouco mais de uma semana, ela já mexia as mãos e respirava sem ajuda de aparelhos. Nesta segunda, ela foi para casa, mas ainda vai continuar se recuperando.

“Ela vai ter que passar por todo um processo de fisioterapia, ela vai estar retornando ao laboratório do hospital para fazer o acompanhamento com a equipe da neuro, mas é todo um processo de recuperação. Era um caso extremamente grave, muito grave mesmo, mas, diante de tudo isso, com ajuda de todos, a gente vê hoje Alice saindo andando aqui do hospital”, conta o diretor-geral do Hospital Municipal Miguel Couto, Cristiano Chame.

A festa na chegada dela em casa tinha faixa, camiseta, bolo e muito amor para celebrar esse renascimento. “Eu pensei por um instante que eu ia perder minha filha, e ela está viva. Obrigada a todos por tudo. Eu estou muito feliz. Não sei explicar, mas eu estou muito feliz”, afirma a mãe.

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