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Reduzir ICMS não resolve o preço dos combustíveis e gera problema futuro aos Estados, diz economista

Por KATIÚSCIA MIRANDA, PARA CONTILNET

Carlos Franco é economista e professor da Ufac/Foto: Rede Amazônica

A redução do ICMS não resolve o preço dos combustíveis e gera problema futuro para os estados. É o que afirma o economista acreano Carlos Franco. De acordo com ele, com a redução da arrecadação, os estados vão ter que buscar outros mecanismos para compensar essa perda.

O governador Gladson Cameli comentou sobre o assunto. “Começamos esta sexta-feira com boa notícia para a população acreana. O Estado baixou a alíquota do ICMS, de 25% para 17%, sobre operações internas com combustíveis e com energia elétrica com consumo mensal acima de 140kwh. Quem ganha é o povo!”, afirmou nas redes sociais.

Mas o economista lembra que a questão da subida constante no preço dos combustíveis não estão está associada ao ICMS. “Pode até dar alguma redução pequena no curto prazo, mas basta o preço do barril de petróleo subir no mercado internacional que novamente vamos ter a subida dos preços”, explicou.

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Segundo Carlos, a origem o problema é a política de preços da Petrobrás, que foi estabelecida em 2016, no governo Temer. “Nessa política, a Petrobrás, para não ter prejuízo, repassa quase que automaticamente, a variação do preço do barril do petróleo do mercado internacional para o mercado interno, e a esse fator ainda está agregada a desvalorização da nossa moeda em relação ao dólar. Os dois fatores juntos são responsáveis pelo aumento do preço dos combustíveis no Brasil”, argumentou.

Portanto, a solução, segundo o economista, passa pela estabilidade do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo fortalecimento da nossa moeda em relação ao dólar, no mercado interno.

“O fim da pandemia no mundo, fez com que a produção mundial voltasse ao normal. Aí você teve um aumento do consumo do petróleo e a oferta continuou a mesma, então aumentou a procura e pressionou o preço do barril, sem falar na guerra da Russia, que afetou a oferta mundial de petróleo”, finalizou Carlos Franco.

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