GĂȘmeos unidos pelo crĂąnio foram separados por equipe mĂ©dica de brasileiros em 9 cirurgias feitas no SUS

Por MSN, MICROSOFT START 01/08/2022

Bernardo e Arthur eram gĂȘmeos siameses. Estes brasileiros nasceram unidos pelo crĂąnio, mas, aos quatro anos de idade, foram separados em uma cirurgia bem-sucedida feita pelo SUS. Os procedimentos, que duraram 33 horas, foram realizados na Ășltima semana.

Os cirurgiĂ”es conseguiram realizar a separação dos gĂȘmeos com sucesso depois de treinar a realização dos procedimentos atravĂ©s de um equipamento de realidade virtual. Foram nove cirurgias no total.

Crianças foram separadas depois de procedimento complexo feito pelo Sistema Único de SaĂșde (SUS)

Os gĂȘmeos viveram por quatro anos juntos pela cabeça. AlĂ©m de compartilhar 15% da massa cerebral, os gĂȘmeos tambĂ©m tinham uma importante artĂ©ria passando pelo local de uniĂŁo.

“Esses gĂȘmeos se enquadraram na classificação mais grave, mais difĂ­cil e com mais risco de morte para os dois. Quando vocĂȘ tem 1% de chance, vocĂȘ tem 99% de fĂ©â€, detalha o neurocirurgiĂŁo Gabriel Mufarrej, responsĂĄvel pela cirurgia.

O procedimento foi feito no Instituto Estadual do CĂ©rebro Paulo Niemeyer, ligado Ă  Fiocruz. Ele contou com apoio de Noor ul Owase Jeelani, do Great Ormond Street Hospital, em Londres, no Reino Unido, especialista no procedimento e lĂ­der do projeto Gemini Untwined, que pesquisa a separação de gĂȘmeos siameses.

“A separação bem sucedida de Bernardo e Arthur Ă© uma conquista notĂĄvel da equipa no Rio e um exemplo fantĂĄstico de por que o trabalho da Gemini Untwined Ă© tĂŁo valioso. NĂŁo fornecemos apenas um novo futuro para as crianças e as suas famĂ­lias, como equipamos os estabelecimentos de saĂșde locais com as capacidades e a confiança para realizar um trabalho tĂŁo complexo e bem sucedido, novamente no futuro”, afirmou Jeelani Ă  Sky News.

O sucesso do procedimento foi celebrado pelos pais e pela equipe de médicos e enfermeiros. Em entrevista ao Fantåstico, a médica pediatra Fernanda Fialho disse que o acompanhamento no pós-operatório também foi importante.

“A gente queria que eles aprendessem a andar, a desenvolver a linguagem, eles estavam no hospital e os instintos são precários. Mas a gente colocava eles no chão, cortou o cabelo deles, fez festa de aniversário, ensinou eles a falar
 A gente se sente parte da família”, relembrou.

Agora, a equipe de médicos seguirå realizando procedimentos de separação a partir de agora, continuando a parceria com o projeto Gemini Untwined.

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