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10 agosto 2022 11:49 am

Perpétua diz que demora prejudicou escolha de um candidato da esquerda ao governo do AC

POR KATIÚSCIA MIRANDA E NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 02/08/2022 08:27

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) conversou com os apresentadores Nany Damasceno e Everton Damasceno no podcast do ContilNet na Expoacre. Entre os assuntos, o legado feminino na política.

Ela também falou sobre a luta para reduzir os preços das passagens aéras no Acre e sobre seu trabalho contínuo e presença constante nas comunidades acreanas. “Tem gente que me pergunta se eu vivo em campanha, porque eu vou mesmo nas comunidades, visito as pessoas fora do período da campanha. Eu acho que o mandato é isso”, disse.

Ela falou sobre o legado conquistado no Acre, enquanto mulher. “Eu acabo me dividindo, entre trabalho e família, e a gente tem que dar conta de tudo, feliz. Eu vou ser avó e quero aproveitar esse momento. Às vezes a gente tem que falar mais alto mesmo. Tem coisas que se não for a gente, mulher, não sai não. Travamos muitas lutas”, comentou a deputada.

Deputada Perpétua, nos estúdios ContilNet na ExpoAcre/Foto: ContilNet

“Logo que entrei na política, como vereadora, eu vivi um momento muito difícil. Pensei em sair da política, mas parei e pensei, se eu sair, o que será das mulheres?”, falou.

Além disso, Perpétua falou sobre o embróglio envolvendo a Federação Brasil da Esperança, que aglutina, além do seu partido, o PT e PV. Eles estavam em conversa com o PSB, para, a exemplo do Cenário Nacional, onde Geraldo Alckim (PSB) integra a chapa majoritária de Lula à Presidência com vice, comporem uma aliança. O que até o momento não ocorreu e parece que está cada dia mais distante.

A Federação conversava com Jenilson Leite, do PSB, que até o início da semana passada era pré-candidato ao Governo e se lançou ao Senado. Jorge Viana, do PT, que era pré-candidato ao Senado e depois se lançou ao Governo, também definiu-se para Senado dias depois.

“Nós queríamos muito o Jorge para Governo, eu via nele uma figura com grandes chances de vencer”, diz Perpétua sem esconder que ainda sonha com uma aliança, incluindo até o Psol, que já lançou sua chapa.

“A gente ainda não sabe o que pode acontecer. Em todos os anos eleitorais, em janeiro ou fevereiro, nosso campo já estava com candidato na rua. Esse processo de demora prejudicou muito a decisão de uma candidatura. Jenilson ficou esperando uma decisão do próprio PT e esse processo ficou demorado”, finalizou.

Confira a entrevista pela transmissão ao vivo feita por meio de nossas plataformas, uma parceria do ContilNet, San Fransciso Filmes e Sem Fronteiras.

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