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18 agosto 2022 11:44 am

Vídeo mostra momento no qual mulher em cárcere há 17 anos é resgatada

Mulher e casal de filhos eram mantidos em cárcere privado há 17 anos pelo próprio pai dos jovens. Caso aconteceu em Guaratiba, no Rio

POR METRÓPOLES

Última atualização em 01/08/2022 17:50

Um policial militar registrou o momento do resgate de uma mulher que era mantida em cárcere privado junto com seu casal de filhos em uma casa no bairro de Guaratiba, zona oeste do Rio. No vídeo, a mulher diz que estava como prisioneira há 17 anos. O suspeito de cometer o crime é Luiz Antônio Santos Silva, o próprio pai dos jovens.

Veja:

CLIQUE AQUI para ver o vídeo.

No vídeo, o PM questiona: “há quanto tempo ele te faz de prisioneira?”.

A vítima responde: “17 anos”.

Quando o agente pergunta se ela e os filhos estavam presos, se eram agredidos, ela balança a cabeça confirmando os questionamentos. “Então vamos para a delegacia”, diz o policial.

A mulher, de aproximadamente 40 anos e seus filhos, uma moça de 22 e um rapaz de 19, estavam sujos e desnutridos e com mãos e pés amarrados. Segundo o capitão Willian Oliveira, do 27º BPM, eles estavam tão magros, que pareciam crianças. Os jovens estavam agitados e pareciam ter algum tipo de deficiência.

“Nós vimos que eles precisavam de atendimento médico urgente e os encaminhamos para o Rocha Faria. A mulher relatou que não podia trabalhar, as crianças não podiam ir para a escola, sair de casa, ou ver a luz do dia”, detalhou o capitão.

Denúncia

A família foi resgatada na manhã de quinta-feira (28/7) após a denúncia de um vizinho que ouviu o pedido de socorro através do buraco do portão. Luiz Antônio Santos Silva foi preso em flagrante e negou as acusações. O homem foi autuado pelos crimes de tortura, cárcere privado e maus-tratos. No último sábado (30/7), ele teve sua prisão convertida de flagrante para preventiva, sem prazo para expirar.

De acordo com Sebastião Gomes da Silva, 72, a irmã da vítima achava que ela e os sobrinhos estavam mortos, devido ao tempo que ficaram desaparecidos. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande.

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