O MinistĂ©rio PĂșblico Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos dos CidadĂŁos (PRDC) no Acre, instaurou inquĂ©rito civil para averiguar irregularidades no novo projeto de Carteira de Identidade Nacional em relação Ă s pessoas transexuais.
Lucas Costa Almeida Dias, procurador titular da PRDC no Acre, afirma que o novo modelo de Carteira de Identidade, que substituirå a cédula de Registro Geral (RG), exige que as pessoas preencham o nome social, o nome de registro e o sexo.
Segundo a advogada e coordenadora da Ărea JurĂdica da Aliança Nacional LGBTI+, Amanda Souto, “trazer a informação do sexo no documento Ă© desnecessĂĄrio, jĂĄ que Ă© um dado que deveria ser usado apenas para registros internos e para questĂ”es relevantes como a prĂłpria ĂĄrea da saĂșde”.
O inquĂ©rito se fundamenta no possĂvel prejuĂzo que a exigĂȘncia do nome de registro e do nome social pode causar Ă s pessoas trans que nĂŁo querem ou tĂȘm dificuldades em realizar essa mudança. AlĂ©m disso, o art. 5Âș da Resolução 12/2015 do Conselho Nacional de Combate Ă Discriminação, tambĂ©m sugere que o nome social esteja em posição de destaque com relação ao nome de registro.
Após a coleta das informaçÔes necessårias à instrução do inquérito, o MPF analisarå as medidas a serem tomadas para sanear as irregularidades que fiquem comprovadas.

