Preço médio da gasolina sobe após 15 quedas consecutivas

Por G1 17/10/2022 Ă s 17:15

O preço mĂ©dio do litro da gasolina vendido nos postos do paĂ­s subiu na Ășltima semana, rompendo um ciclo de 15 quedas consecutivas, segundo dados da AgĂȘncia Nacional do PetrĂłleo, GĂĄs Natural e BiocombustĂ­veis (ANP) divulgados nesta segunda-feira (17).

O preço médio do litro avançou para R$ 4,86 na semana de 9 a 15 de outubro, uma alta de 1,46% frente à semana anterior (R$ 4,79). De acordo com o novo levantamento da ANP, o valor måximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,35.

O litro do etanol hidratado tambĂ©m subiu: passou de R$ 3,40 para R$ 3,46, um avanço de 1,76% na semana. Foi a segunda alta seguida no preço do combustĂ­vel, apĂłs cinco meses de queda. O valor mais alto encontrado pela agĂȘncia nesta semana foi de R$ 6,90.

O diesel se manteve praticamente eståvel: o preço médio do litro passou de R$ 6,52 para R$ 6,51, uma queda de 0,15%. O valor mais alto encontrado na semana foi de R$ 8,42.

Os dados da ANP dão sinais de estabilização nos preços dos combustíveis, após semanas consecutivas de forte queda.

Em junho, os preços do litro do diesel e da gasolina alcançaram os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para os combustíveis desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

Queda de preços

Os preços dos combustíveis vinham sentindo o efeito da limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), adotada pelos estados após sanção do projeto que cria um teto para o imposto sobre itens como diesel, gasolina, energia elétrica, comunicaçÔes e transporte coletivo.

Pelo texto, esses itens passam a ser classificados como essenciais e indispensåveis, o que impede que os estados cobrem taxa superior à alíquota geral que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade. Até então, os combustíveis e outros bens que o projeto beneficia eram considerados supérfluos e pagavam, em alguns estados, até 30% de ICMS.

AlĂ©m disso, a Petrobras tem promovido sucessivos cortes nos preços de venda da gasolina e do diesel para as refinarias. A queda nos postos de combustĂ­veis Ă© influenciada tambĂ©m pelos preços do petrĂłleo, que tĂȘm caĂ­do no mercado internacional.

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