Advogado Ă© preso ao atirar contra manifestantes apĂłs furar bloqueio; VÍDEO

Por G1 01/11/2022 Atualizado: hĂĄ 3 anos

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Um advogado, de 35 anos, foi preso ao atirar para cima no momento em que tentava furar um bloqueio feitos por caminhoneiros na BR-060, em Sidrolùndia (MS), nesta segunda-feira (31). O momento em que Bhenhur Rodrigo Bresciani atira para o alto foi filmado por manifestantes. Veja o vídeo acima.

A informação da ocorrĂȘncia foi confirmada pela PolĂ­cia RodoviĂĄria Federal (PRF). Segundo relatos, os policiais negociavam com os manifestantes o sistema de “pare e siga” para os veĂ­culos de passeio. Assim que os oficiais começaram a retirar os pneus, Bhenhur avançou e atingiu alguns caminhoneiros. O g1 tentou contato com o escritĂłrio do advogado, porĂ©m, as ligaçÔes nĂŁo foram atendidas.

Os manifestantes que estavam prĂłximo ao veĂ­culo prata se exaltaram e começaram a chutar e jogar objetos contra o automĂłvel. O motorista tirou a arma de fogo e efetuou trĂȘs disparos, segundo a PRF.

No vídeo, manifestantes aparecem filmando a barricada, quando um carro cinza avança contra a barricada. Após, é possível ouvir os disparos vindos do veículo de passeio.

Polícias Rodoviårios Federais que acompanhavam a manifestação dos caminhoneiros bolsonaristas em Sidrolùndia intervieram assim que ouviram os disparos.

De acordo com o Boletim da OcorrĂȘncia, com o homem foram apreendidos um canivete, uma pistola, 48 muniçÔes de marca variada. O motorista foi preso por disparo de arma de fogo em via pĂșblica e segue da delegacia de SidrolĂąndia.

InterdiçÔes em Mato Grosso do Sul

Ao menos 26 trechos de rodovias em Mato Grosso do Sul tĂȘm bloqueios por causa de manifestaçÔes nesta segunda-feira (31). Os atos tiveram inĂ­cio na noite de domingo (30), logo apĂłs os resultados do segundo turno das eleiçÔes que terminou com a derrota de Jair Bolsonaro (PL). Veja o vĂ­deo acima.

Conforme informaçÔes da Polícia Rodoviåria Federal (PRF) e Polícia Militar Rodoviåria Estadual (PRE), ao menos 25 cidades registram manifestaçÔes com interdiçÔes de rodovias.

Os atos tiveram inĂ­cio logo depois do anĂșncio da vitĂłria do candidato a presidĂȘncia do Brasil, Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT).

Barricadas de pneus queimados impedem a passagem de caminhÔes. Conforme apurado pelo g1, os manifestantes pedem a recontagem dos votos da eleição presidencial.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e LogĂ­stica (CNTTL) informou que “a pauta da categoria dos caminhoneiros nĂŁo Ă© polĂ­tica, mas econĂŽmica” e que “respeita o resultado soberano das urnas” (veja a Ă­ntegra abaixo).

A CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) defende, acima de tudo, a democracia, ou seja, RESPEITA O RESULTADO SOBERANO DAS URNAS.

“Vivenciamos uma ação antidemocrĂĄtica de alguns segmentos que nĂŁo representam a categoria dos caminhoneiros autĂŽnomos de nĂŁo aceitação do resultado das urnas. Precisamos respeitar o que o povo decidiu nas urnas: a vitĂłria de LuĂ­s InĂĄcio Lula da Silva. Esse projeto que estĂĄ foi derrotado ontem”, enfatiza o diretor da CNTTL, o caminhoneiro autĂŽnomo de IjuĂ­-RS, Carlos Alberto Litti Dahmer.

O diretor da Confederação reforça que a pauta da categoria dos caminhoneiros não é política, mas econÎmica.

“Os 800 mil caminhoneiros autĂŽnomos e celetistas da nossa base da CNTTL continuarĂŁo a luta pela volta da aposentadoria aos 25 anos de trabalho, pela consolidação Piso MĂ­nimo de Frete, pela criação de pontos de parada e descanso, pela redução do preço do combustĂ­vel e pela defesa da Petrobras. Essa luta Ă© permanente”, frisa Litti.

Agro pede liberação de perecíveis

A Frente Parlamentar da AgropecuĂĄria (FPA) pediu em comunicado, divulgado nesta segunda-feira (31), que as rodovias sejam liberadas para “cargas vivas, ração, ambulĂąncias e outros produtos de primeira necessidade e/ou perecĂ­veis”. Confira a nota na Ă­ntegra abaixo:

A Frente Parlamentar da Agropecuåria entende que o momento é delicado e respeita o direito constitucional à manifestação, porém ressalta que o caminho das paralisaçÔes de nossas rodovias impacta diretamente os consumidores brasileiros, no possível desabastecimento e em toda a cadeia produtiva rural do País.

Fazemos um apelo para que as rodovias sejam liberadas para cargas vivas, ração, ambulùncias e outros produtos de primeira necessidade e/ou perecíveis.

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