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Alerta! Bloqueio nas estradas pode causar falta de água potável na capital

Por TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Os bloqueios em parte das rodovias brasileiras por caminhoneiros e outros motoristas inconformados coma derrota do presidente Jair Bolsonaro na disputa eleitoral de 30 de outubro, pode vir a ser um dos fatores que podem deixar Rio Branco, a Capital do Acre, sem água potável ou com o racionamento do produto. O outro fator seria turbidez do rio Acre com as primeiras chuvas deste início de inverno, que exige demanda de maior uso de produtos químicos para tratar a água captada para ser distribuída aos consumidores da cidade.

A falta ou racionamento seriam decorrentes exatamente da falta de produtos químicos para tratar a água captada, que estão retidos em caminhões parados nos bloqueios da BR-364, em vários pontos do território do Estado de Rondônia. Os produtos químicos são transportados por caminhões tanques, os mais visados para as paralisações nos bloqueios dos bolsonaristas.

A revelação foi feita pelo diretor-presidente do Saerb (Serviço de Água e Esgotos de Rio Branco), autarquia administrada ela Prefeitura Municipal. Num vídeo distribuído pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Rio Branco, o diretor-presidente da autarquia, Enoque Pereira, admite o problema e pede que a população não desperdice água e que até denuncie o vizinho que ver estragando o produto.

Enoque Pereira disse que, antes dos bloqueios nas rodovias, o estoque do Saerb para tratar a agua era suficiente e tranquilo. Mas, com o impedimento da reposição do estoque gasto, principalmente com o surgimento de aumento na turbidez da água do rio Acre, que exige uma maior quantidade de química, foi preciso diminuir o tratamento.

“Saímos de 1.500 litros por segundo para 1.200, como forma de diminuirmos o uso de produtos ainda em estoque. Isso nos faz diminuir também a distribuição. Se os bloqueios permanecerem por mais alguns dias, seremos obrigados a racionar a distribuição e, a depender da gravidade, até sofremos alguma falta”, disse Pereira. “Por isso, pedimos a compreensão da população no uso racional da água”, acrescentou.

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