Não desce pro play
Passados quase um mês desde o último dia 30 de outubro, data em que ocorreu o 2º turno das eleições presidenciais que consagrou Lula (PT) como o novo presidente do Brasil, alguns bolsonaristas ainda estão inconformados com o resultado. Não só inconformados, tentando articular mais um golpe contra a nossa tão jovem democracia. Se não sabe brincar, não desce pro play.
Murchando
Ainda que esse movimento tenha perdido força, já que no início estava espalhado por quase todo o Brasil, os poucos focos de bloqueios que ainda restam, continuam causando estragos e prejuízos. E o pior, pra quem não tem nada a ver, como no caso do Acre.
Prejuízo
O Acre, de maioria absoluta bolsonarista, é o estado que mais tem sofrido no país com os bloqueios de estradas financiados pela extrema-direita, ou bolsonaristas inconformados, como queiram. Mesmo sem focos de bloqueio, o Acre tem sofrido as consequências do que tem acontecido no nosso vizinho Rondônia. O estado é um dos únicos, junto com Mato Grosso, em que esses bloqueios ainda persistem.
Desastre humano
Pra gente que mora no Acre, que já estamos acostumados a sofrer com escassez e isolamento causados por desastres naturais – seja no próprio Acre ou em Rondônia, já que tudo que chega no Acre tem que passar pelo estado vizinho, pois é nossa única rota terrestre – é difícil aceitar que dessa vez o nosso desabastecimento está sendo causado por um desastre humano.
Leniência
O pior de tudo isso é ter visto uma polícia agindo com tanta leniência. Mesmo com ordens expressas da Justiça, os focos resistentes demoraram consideravelmente para serem desmobilizados, o que deu “confiança” aos manifestantes de continuarem em sua sanha golpista. Enquanto isso, os prejuízos continuam sendo contabilizados. Ontem mesmo a PRF disse ter dispersado os bloqueios na BR-364 em RO e poucas horas depois, lá estavam os manifestantes de volta, dando tiro e ameaçando quem tentasse passar. É um crime atrás do outro.
Medidas
Sem combustível o acreano já está, e se isso não for cessado logo, vamos ficar também sem comida. Pelo menos o governador Gladson Cameli (PP), mesmo bolsonarista, está se movimentando. Ontem mesmo ele pediu ao Ministério da Justiça, a atuação das Forças Armadas nos locais obstruídos pelos manifestantes que protestam contra o resultado das urnas e a vitória do presidente Luís Inácio Lula da Silva. “É inadmissível que a população seja penalizada injustamente por isso”, disse Gladson ao ContilNet.
Gabinete de crise
Hoje foi a vez do governador instalar um gabinete de crise temporário no estado. “Ao Gabinete de Crise compete monitorar, mobilizar e coordenar as atividades dos órgãos públicos estaduais para adoção de medidas necessárias ou úteis à amenização dos agravos causados pelos eventos descritos [bloqueios]”, diz trecho da publicação que instaurou o gabinete no Diário Oficial desta quarta (23).
Vespeiro
Para terminar de cutucar o vespeiro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, entraram com uma representação no TSE para pedir a anulação de votos computados em modelos de urnas anteriores a 2020 no 2° turno. Em resposta, Alexandre de Moraes, presidente do TSE, deu 24 horas para que o pedido do PL abranja os dois turnos das eleições. Moraes argumentou que “as urnas eletrônicas apontadas na petição inicial foram utilizadas tanto no primeiro turno quanto no segundo turno”. Xeque-mate!
Notícia boa
Mas nem só de caos está essa coluna de hoje. Tem notícia boa também, sobretudo para os servidores estaduais. É que o governo do estado vai antecipar o pagamento dos salários referentes a novembro de 2022. Nesta sexta-feira (25) é a vez dos aposentados e pensionistas, e na segunda-feira (28) os servidores públicos ativos.
Sena
Foi votado ontem, na Câmara de Vereadores de Sena Madureira, um Projeto de Lei de autoria do vereador Elvis Dany (PP) que criava a Emenda Impositiva no Legislativo municipal, mas foi reprovada. “A emenda impositiva existe na Assembleia Legislativa e até mesmo em câmaras de vereadores de outras cidades. Infelizmente o projeto não prosperou porque os vereadores preferiram estar debaixo das ordens do prefeito”, reclamou o vereador.
