Acre tem aumento de quase 160% nas mortes por Aids; é o maior crescimento do país

O número de casos de infecções por HIV [sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana] teve queda no Brasil entre 2019 e 2021 após vários anos de alta. Até junho de 2022, foram 16.703 notificações e, no ano passado, 40.880. Os dados estão disponíveis no Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2022 do Ministério da Saúde.

Por outro lado, o Acre está na contramão do país. Enquanto em 20 estados houve decréscimo, o estado onde houve maior aumento de casos foi o Acre, com 34,5%, mais que o dobro do segundo lugar, que é o Pará (15,5%), seguido do Maranhão (7%), Sergipe (6,2%) e Tocantins (5,7%).

Quando o assunto é morte pela doença, o documento do Ministério da Saúde exibe que, da década de 1980 até 2021, foram notificados no Brasil 371.744 óbitos por essa razão. Por outro lado, de 2011 a 2021, verificou-se queda de 24,6% no coeficiente de mortalidade padronizado para o país —passou de 5,6 para 4,2 óbitos por 100 mil habitantes.

O Acre no entanto, mais uma vez se torna exceção e apresenta um incremento de 158,8% no período, o maior crescimento do país, enquanto na Paraíba, que também registrou aumento, o percentual foi de 29,2%. Os outros estados foram Amazonas (24,6%), Rondônia (22,3%), Rio Grande do Norte (18,7%), Piauí (12,6%), Alagoas (11,7%), Pará (7,2%) e Mato Grosso do Sul (3,9%).

No Acre, entre 2011 e 2021, o coeficiente de mortalidade passou de 1,0 para 2,6 óbitos por 100 mil habitantes.

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