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Estudante tem rosto deformado após sofrer reação alérgica ao usar tinta para cabelo

Por G1

Estudante tem rosto deformado após sofrer reação alérgica ao usar tinta para cabelo

Montagem de fotos com a estudante depois (à esquerda) e antes (à direita) de pintar o cabelo — Foto: Redes sociais/Reprodução

A estudante belo-horizontina Luisa Kamei, de 19 anos, decidiu pintar o cabelo, na última sexta-feira (16), para a própria festa de aniversário, no dia 20 de dezembro. Acostumada a fazer o procedimento, a jovem percebeu, na manhã do dia seguinte, que havia algo errado.

Luisa relata que, no sábado (17), sentiu a testa inchada e muita coceira no couro cabeludo. Ela então acreditou ser algo corriqueiro, mas no domingo (18) os sintomas pioraram.

“Amanheci com um líquido que saía do couro cabeludo e no dia seguinte acordei com o rosto inchado a ponto de não conseguir abrir um dos olhos. Eu sentia muito incômodo e a pressão na cabeça era grande. Meu rosto ficou maior. Foi desesperador, pois a tinta deformou meu rosto”, conta Luisa.

Luisa disse que usou o mesmo produto anteriormente e não teve reação. Com a piora do quadro, a estudante procurou atendimento médico na segunda-feira (19). Ficou constatado que a amônia presente na tinta causou a alergia.

Luisa Kamei pintou o cabelo e teve reação alérgica com tintura — Foto: Redes sociais/Reprodução

De acordo com a dermatologista Trícia Simões, o composto é muito usado nas tinturas por agir nos fios, abrindo a cutícula e permitindo que a coloração se espalhe com mais facilidade e tenha maior fixação. No entanto, ela faz uma alerta.

“É importante, em casos assim, realizar, antes da aplicação da tinta em todo o cabelo, os testes de alergia. A alergia pode acontecer com qualquer produto, em qualquer momento. Mesmo se a pessoa ter usado a tinta anteriormente não impede que ela tenha reação alérgica em outra ocasião”, explica Trícia.

Ainda segundo a médica, o uso da amônia pode causar vermelhidão, coceira, bolhas, edemas e inchaços no couro cabeludo, face e região dos olhos. Em casos graves, elas acabam se tornando inflamações mais persistentes e podem, sim, alterar a fisionomia da pessoa que utilizou o produto, como no caso da estudante.

Depois do susto, Luisa disse que decidiu contar a história para conscientizar as pessoas e evitar que casos assim se repitam.

“Eu me olhava no espelho e só conseguia chorar. Segundo a médica, se eu tivesse demorado mais tempo para chegar ao hospital, os efeitos da reação alérgica poderiam ser ainda piores. Tomei coragem para mostrar como fiquei e fazer um alerta. Não desejo para ninguém”, conta a estudante.

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