O coordenador do GT de Meio Ambiente da transição de Lula, o ex-governador Jorge Viana (PT) sugeriu que o novo governo tenha seus dados de desmatamento separados do atual governo Bolsonaro.
Atualmente, os números de desmatamento são registrados através do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes) sob responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O órgão contabiliza os dados de desmatamento a cada doze meses, contados de agosto a julho. Com isso, o novo governo de Lula herdaria parte dos dados da gestão Bolsonaro, considerada uma das piores em preservação ambiental.
Em entrevista à Folha de São Paulo, JV disse que o método não é justo e que o GT de Meio Ambiente já vem conversando com a equipe do Inpe para propor uma mudança.
“Não me parece justo que o presidente Lula já inclua no próximo ano, em julho do ano que vem, cinco ou seis meses de desmatamento recorde do Bolsonaro. O grupo está colocando o pessoal para pensar. É uma discussão que estamos começando”, disse Jorge.
Os integrantes do grupo disseram que o valor para a mudança da metodologia custaria R$4 milhões, mas que buscam opções mais viáveis.

