Campeã do Carnaval de Rio Branco, Sambase tem destino certo para o prêmio de R$ 6 mil

Sambase é um bloco do bairro da Base, no Primeiro Distrito de Rio Branco, e em seu desfile contou e cantou parte da história de São Jorge e Ogum. O sincretismo religioso dos dois santos vem das batalhas e lutas, Ogum é orixá sem medo, guerreiro e sempre pronto pra qualquer coisa, e São Jorge, em sua imagem católica, é provido de armadura e lança, remetendo ao combate.

O bloco se apresentou com quase 100 membros na bateria, que é conhecida como “bateria pancada”, composta por mais de 50 componentes. Na comissão de frente, foram 16 dançarinos e o diretor que os acompanhou.

O presidente do Sambase, Sandrinho, contou ao ContilNet, que este santo foi escolhido por esta força de orixá que vence demandas, vence batalhas e para quem é devoto do São Jorge seria uma grande honra homenageá-lo no meio de uma avenida, e que foi uma escolha da diretoria do bloco.

Sandrinho ressaltou que a construção para a imagem do desfile não foi fácil. Em organizações anteriores, chegaram a perder pela falta de harmonia. Então, neste ano, focaram em melhorar. “A galera virou noites e dias confeccionando roupas, ensaiando bateria, canto para encaixarmos o samba enredo certinho e não perdemos a harmonia, pois em outros carnavais não ganhamos por perder ponto em harmonia. Neste ano consagramos com duas notas 10 em harmonia”, frisou.

O presidente conta que ter ganho este concurso foi uma experiência única, que não consegue explicar em palavras. “Coração parecia que ia explodir e sair pela boca, mas uma sensação de dever cumprido porque foi um trabalho muito duro”, explicou.

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O prêmio de 6 mil reais ganhado pelo bloco será de grande utilidade depois da arte que o grupo organizou. O presidente do Sambase conta que tiveram muitas despesas e que farão alguns pagamentos com 30% do valor e a outra porcentagem será investida em um evento próprio para arrecadar mais e poder pagar o restante dos investimentos feitos. O entrevistado contou que tiveram muitos gastos para a estrutura. “Só com ferros e asas para a comissão de frente gastamos mais de mil reais. A arte do cavalo estava orçada em mais de 10 mil reais. A mão de obra do artista para fazer a arte foi 4 mil reais”, contou o presidente Sandrinho.

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