Skank: veja como foi o Ășltimo show da carreira da banda; FOTOS

Por Estado de Minas 27/03/2023 Ă s 09:59

Foi Ă s 19h33 que Samuel Rosa, Lelo Zaneti, Henrique Portugal e Haroldo Ferretti subiram ao palco para tocar juntos pela Ășltima vez, neste domingo (26/3).

Na pista montada no gramado do MineirĂŁo e nas cadeiras das arquibancadas, cerca de 50 mil pessoas gritavam como se estivessem comemorando um gol, quando o quarteto apareceu.
A apresentação começou com “Dois Rios”, canção composta por Samuel Rosa em parceria com Nando Reis, e que integra o ĂĄlbum “Cosmotron”, de 2003.
A banda emendou com “É uma partida de futebol”, “Esmola” e “Pacato cidadĂŁo”, fiel ao anĂșncio de que tocaria na despedida seus grandes sucessos, selecionando as mĂșsicas que o pĂșblico gosta de cantar junto.

Antes de tocar a quinta mĂșsica, “Uma canção Ă© para isso”, o vocalista Samuel Rosa se dirigiu ao pĂșblico, com um discurso emocionado. “Vou usar a palavra envelhecer porque ela Ă© muito digna. NĂłs envelhecemos e estamos emocionados por termos feito diferença para a vida de tantos de vocĂȘs”, disse.

Ele citou que, em 1991, quando a banda foi criada, a expectativa do quartero era que o grupo duraria, no mĂĄximo, trĂȘs anos.

Samuel anunciou tambĂ©m que o Ășltimo show da banda vai dar origem a um DVD e elogiou a participação do pĂșblico. “Tem sido muito legal ao longo da turnĂȘ. Hoje estamos gravando um DVD que serĂĄ um documento final. Final nĂŁo, eu diria definitivo. A participação de vocĂȘs estĂĄ incrivel. Tenho certeza que as estruturas do MineirĂŁo vĂŁo ficar abaladas”, disse.

A sequĂȘncia de hits seguiu com: “É proibido fumar”, “Saideira”, “Canção noturna”, “Ainda gosto dela”, “Amores imperfeitos” e “Formato mĂ­nimo”.

Os quatro integrantes do Skank no palco
O Skank desfilou os maiores hits de sua carreira, num show que resultarĂĄ num DVD(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)

“Balada do amor inabalĂĄvel” e “Ela me deixou” foram as seguintes. Antes dessa Ășltima, o vocalista disse a escolha era para honrar “o pezinho que a gente (Skank) tem na Jamaica”, referindo-se Ă  primeira fase da carreira do Skank.

O show continuou com “Jackie Tequila”, um dos maiores sucessos da banda. No meio da canção, Samuel desceu no palco para dar autĂłgrafos em camisas de fĂŁs, posou para selfies e se jogou nos braços do pĂșblico.

Na sequĂȘncia, ele lembrou que, embora o Skank tivesse feito sua estreia em 1991, com o ĂĄlbum homĂŽnimo, foi somente com “Calango” (1994) que a banda emplacou um hit. “Te ver”, conforme o prĂłprio Samuel disse, “tocou do Oiapoque ao ChuĂ­”.

Na segunda metade do show, o Skank emendou “Acima do sol”, “Eu disse a ela”, “TrĂȘs lados”, “Vou deixar”, “Garota nacional”, “Mandrake e os cubanos”.

Numa indireta para a banda britĂąnica Coldplay, que estĂĄ em turnĂȘ pelo Brasil e fez da distribuição de pulseiras high-tech para o pĂșblico uma caracterĂ­stica de suas apresentaçÔes, o vocalista do Skank afirmou: “A gente Ă© uma banda raiz, me desculpem, mas nĂŁo tem pulseirinha”.

Fechando o setlist vieram “Algo parecido” e “Vamos fugir”. A banda deixou entĂŁo o palco, que foi preparado para o bis com a colocação de duas cadeiras.

Milton Nascimento e os quatro integrantes do Skank, de pé, no palco
Bituca cantou a primeira mĂșsica do bis no Ășltimo show do Skank(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)

E os quatro retornaram momentos depois, abraçados ao mais do que especial convidado da noite de encerramento de suas carreiras: Milton Nascimento. Esse Ă© o primeiro retorno de Milton a uma apresentação pĂșblica desde que ele se despediu dos palcos, em 13 de novembro passado, tambĂ©m no MineirĂŁo.

No Ășltimo show da carreira de Bituca, Samuel Rosa foi um dos convidados a dividir o palco com ele. No Ășltimo show do Skank, Samuel Rosa disse que Milton “Ă© a razĂŁo da nossa existĂȘncia e de estarmos aqui hoje”. Com a participação de Bituca, a banda tocou “Resposta”.

O pĂșblico homenageou o convidado com gritos de “Bituca, eu te amo!”. Com muita gente entre o pĂșblico chorando pela emoção de vĂȘ-lo, Milton Nascimento deixou o palco.

O bis seguiu com “Mil acasos”, “Ali”, “Simplesmente”, “O beijo e a reza” e “Baixada news”. Em mais uma comunicação com o pĂșblico, Samuel Rosa afirmou que o Skank sempre foi uma banda que buscous referĂȘncias em Minas Gerais e disse notar que a geração mais nova entendeu isso e estĂĄ voltando os olhos sua cidade e seu local de origem.

Ele disse ainda que o Skank quebrou “a mĂĄxima que dizia que banda mineira, para fazer sucesso, deveria sair do estado. O Skank, nĂŁo. A gente fez sucesso aqui”.

Assim como havia anunciado que o show deste domingo geraria um DVD, durante o bis, o vocalista contou para a plateia que a gravação apresentou um problema e teria que ser refeita para as mĂșsicas “Sutilmente” e “Mil acasos”. Sendo assim, a banda voltou a cantĂĄ-las no bis, quando o show jĂĄ se aproximava de trĂȘs horas de duração.

“Finge que vocĂȘs estĂŁo ouvindo pela primeira vez”, disse Samuel ao pĂșblico, que jĂĄ dava sinais de cansaço. A sequĂȘncia com “TĂŁo seu” voltou a acender os Ăąnimos.
E foi com a mĂșsica que diz “Me sinto sĂł, me sinto sĂł/ Me sinto tĂŁo seu/ Me sinto tĂŁo, me sinto sĂł/ E sou teu” que o Skank terminou o Ășltimo show de sua carreira, diante de um MineirĂŁo lotado.
O pĂșblico aplaudiu intensamente e gritou frases de amor, emocionando os integrantes da banda.

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