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Juíza que afastou Jorge Viana de cargo já sofreu ameaças de bolsonaristas

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet

A juíza Diana Wanderlei, responsável por anular a posse de Jorge Viana como presidente da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex), já foi ameaçada por contrariar uma determinação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019, segundo o UOL.

VEJA MAIS: URGENTE: Justiça anula posse de Jorge Viana na Apex por não falar inglês

Na época, Bolsonaro mandou retirar radares das rodovias federais e Diana determinou a suspensão da medida.

Juíza que afastou Jorge Viana de cargo já sofreu ameaças de bolsonaristas

Jorge Viana em agenda no Acre, na condição de presidente da Apex/Foto: ContilNet

Após contrariar a decisão de Bolsonaro, Diana Wanderlei passou a ser alvo de ataques e ameaças de bolsonaristas nas redes sociais. Na época, a juíza disse ao portal Metrópoles que aquela tinha sido a primeira vez em que foi ameaçada “de forma audaciosa” por fazer seu trabalho, mas ressaltou que não se deixaria intimidar.

Na ocasião, a juíza solicitou mais estudos técnicos que embasassem a medida. Devido às ameaças, a juíza precisou excluir seu perfil no Instagram e reportou o caso à Polícia Federal para investigação. Contudo, não mencionou o então presidente Jair Bolsonaro por entender que os ataques foram feitos por pessoas que confundem parecer técnico com questões políticas.

Juíza que afastou Jorge Viana de cargo já sofreu ameaças de bolsonaristas

Diana Wanderlei é juíza da 5º Vara Federal do Distrito Federal. Foto: Reprodução

A juíza Diana Wanderlei suspendeu na última segunda-feira (22) a posse de Jorge Viana na presidência da Apex-Brasil por falta de inglês fluente. O acreano tem o prazo de 45 dias para provar que fala fluentemente o idioma.

SAIBA MAIS: AGU vai recorrer de decisão que anulou posse de Jorge Viana na Apex

A decisão atende a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que acionou a Justiça para tentar reverter a nomeação. No recurso, o filho de Bolsonaro disse que a mudança no estatuto está “em total desalinho aos preceitos da moralidade administrativa e impessoalidade”. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai recorrer da decisão.

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