Em entrevista ao canal pago da Rede Globo, o GloboNews, no programa Cidades e Soluções, no domingo (28) a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, falou sobre a crise ambiental que se implantou no Congresso por causa da retirada de atribuições da sua pasta, com o avanço da Medida Provisória (MP) da Estruturação da Esplanada, Segundo a política acreana que se elegeu deputada federal por São Paulo (Rede Sustentabilidade), em 2033, a crise faz reabrir a discussão sobre o presidencialismo de coalizão, sistema que, para a ministra, chegou à estagnação.
Marina Silva/Foto: Reprodução
A ministra acredita que o modelo e o tipo de relação que se estabeleceu com o Parlamento passaram a prejudicar o fortalecimento das instituições públicas.
“Acho que o presidencialismo de coalizão mostra os seus limites e, em função desses limites terem chegado a uma estagnação, chega uma anomalia na relação entre o Executivo e o Legislativo que, talvez, a gente precise repensar como se dará essa relação daqui para a frente”, criticou.
Para a ministra, o modelo tem causado um prejuízo no fortalecimento das instituições públicas do país. Isso ocorre porque falta um debate no Congresso sobre o mérito das propostas. “Teremos que discutir as questões no mérito, pensando: ainda que as pessoas sejam virtuosas, o que funciona são as instituições virtuosas. O que sobrevive são instituições públicas bem desenhadas e fortalecidas e políticas públicas bem desenhadas e implementadas, como o Bolsa Família, como o PPCDAm [Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal”, exemplificou Marina.
