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Pimenta: fila de cirurgias do Acre anda em velocidade recorde, admite Ministério da Saúde

Por Redação ContilNet

Agora vai

Quando o governo do Acre, a Aleac e o setor produtivo do Estado se juntam para debater a integração com o Peru, a notícia é acompanhada com toda a atenção pelo empresário George Pinheiro, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e um dos donos do grupo Irmãos Pinheiro em Rio Branco. Quando o Acre ainda não possuía um único pé de soja, George já liderava um movimento em defesa da Rodovia Interoceânica como alternativa para exportação dos grãos. Nesta segunda-feira (10), mais um passo foi dado para a consolidação desta integração com a criação do Comitê Interestadual de Fortalecimento da Rota Interoceânica Amazônia Ocidental.

Corredor

A oposição sempre acha por onde bater quando quer ser apenas oposição. Por isso quando queria aguar o vinho dos defensores da rodovia, dizia que o Acre não se beneficiaria em nada, pois ficaria apenas a ver os caminhões passarem, já que não tinha produtos exportáveis, e a madeira certificada mal dava para o consumo interno. Seria apenas e tão somente uma via aberta para o tráfico de drogas e de refugiados.

Chuva no roçado

Hoje podemos ouvir o secretário de estadual de Agricultura, Luís Tchê, divulgando que nos últimos nove anos o setor movimentou R$ 27,8 bilhões. E não foi só com gado como antigamente. A produção agrícola respondeu por R$ 11,7 bilhões contra R$ 16,1 bilhões da pecuária. Mas o desempenho da lavoura poderia ser maior se já aparecessem o resultado das safras de cacau e o café. “A previsão para 2023 é um crescimento 20% por conta do aumento do cultivo da soja e café”, informa Tchê.

Encontro

É de olho nesta produção que o governo do Acre, através da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) está apostando na rota interoceânica com grandes possibilidades de consolidar o projeto que George Pinheiro vislumbrava há mais de 40 anos. A criação do Comitê Interestadual de Fortalecimento da Rota Interoceânica Amazônia Ocidental é parte da agenda das ações estratégicas da Seict para colocar o Acre no cenário econômico internacional. A instalação do comitê se deu durante encontro segunda-feira (10), na Assembleia Legislativa de Rondônia entre parlamentares do Acre e do Estado vizinho, juntamente com representantes dos governos e da classe produtiva.

Debates

No auditório da Assembleia Legislativa de Rondônia, o secretário Assurbanipal Mesquita, titular da Seict, fez uma palestra sobre a rota interoceânica Amazônia Ocidental e falou sobre a evolução das exportações acreanas entre os anos de 2010 e 2022 quando saiu de US$ 20,7 milhões para o volume US$ 53 milhões, destacando o setor da pecuária bovina, da produção de suínos e derivados, da produção de grãos, do setor madeireiro e da castanha. O poderio econômico de Rondônia foi tema da palestra do vice-governador do Estado, Sérgio Gonçalves, que também é secretário de Desenvolvimento.

Horizontes

De acordo com Assurbanipal Mesquita, o governador Gladson Cameli tem um novo olhar no ambiente socioeconômico e de desenvolvimento humano. Para o secretário, nesta nova inserção regional e internacional, o Acre coloca o Brasil de frente para o Pacífico. “Este novo cenário nos conecta com cerca de 30 milhões de habitantes só nas vizinhanças do Acre”, explicou Mesquita, lembrando que existem 31 municípios ao longo da rodovia no Peru e que o Oceano Pacífico vai aproximar o Brasil e o Acre dos países da Ásia e da Oceania.

Gargalos

O vice-governador de Rondônia Sérgio Gonçalves destacou a hidrovia do Madeira como corredor consolidado e reconheceu os avanços no modal rodoviário da interoceânica que corta o estado do Acre como um comércio de grande potencial de expansão. “Os empresários chineses veem a entrada no Brasil pelo Atlântico. Assis Brasil é um caminho contínuo, o que precisa é vencer os gargalos, entre eles o da cota de caminhões que trafegam nos dois países para que as portas realmente possam se abrir para que haja fluidez nas transações comerciais”, justificou Gonçalves.

AM e MT

O deputado Luiz Gonzaga (PSDB), presidente da Aleac, um dos maiores entusiastas desta integração, vê bastante progresso na pauta e adianta que o próximo passo, com o apoio de Rondônia, é a busca de integração nos estados de Mato Grosso e Amazonas. “A nossa rota está funcionando. Ampliar o uso desse corredor é um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade. Essa união nos coloca no caminho certo para o crescimento da qualidade de vida de toda a sociedade”, acrescentou Gonzaga.

Casa cheia

Com 19 deputados do Acre presentes ao evento, o primeiro secretário a Aleac, deputado Nicolau Júnior agradeceu a acolhida em Rondônia. “É através dessa união dos estados que compõem a Amazônia que vamos crescer. Respeitando o meio ambiente, com um olhar diferenciado, o Acre vai colocar o Brasil de frente ao Pacífico”, disse. Participaram do evento os deputados Gilberto Lira, Gene Diniz, Whendy Lima, Clodoaldo Rodrigues, Manoel Moraes, Arlenilson Cunha, Tadeu Hassen, Maria Antônia, Fagner Calegario, Antônia Sales, Michele Melo, Pedro Longo, André Vale e Afonso Fernandes.

Otimismo

Presente ao encontro em Porto Velho, a prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, que também é vice-presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac) se diz otimista e feliz com o evento. De acordo com ela, o projeto de integração tem que ser um exercício constante e também é preciso chamar a responsabilidade do governo federal.

Portal

O deputado Tadeu Hassem (Rep), presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Aleac, disse que o corredor interoceânico é uma importante agenda para o Estado. “E como parlamentar do Alto Acre, fico duplamente feliz, porque a BR-317 merece esse investimento e olhar especial. Nós não somos o fim do Brasil. Somos o início. E ser a porta de entrada do país significa ser a porta de entrada de grandes investimentos. Vamos lutar por isso”.

Anac

Segundo levantamento da Agência de Negócios do Acre, o comércio internacional de Rondônia, em 15 anos, movimentou apenas 0,16% de exportação por essa rota. É esse mercado que o Acre quer trazer para fortalecer o comércio internacional na região, observou o presidente da Aleac, Luiz Gonzaga.

Interino

O padre Agostinho transformou o púlpito em palanque político por dois domingos em seguida, diz o ex-deputado Daniel Zen (PT) sem citar frases do religioso bolsonarista. No segundo domingo, Zen não se conteve e foi às redes sociais acusar o religioso de fazer proselitismo político. Não deve ser nada agradável para um político jovem que tira um domingo para orar e tem que ouvir discurso, em vez de sermão E do padre Agostinho ainda por cima, que é reserva do padre Jorge.

Blitz

O governador Gladson Cameli foi ver de perto nesta segunda-feira (10), o resultado do investimento de R$ 13 milhões para o recapeamento de 39 ruas no Quinari. Os recursos são de emenda parlamentar da ex-senadora e hoje vice-governadora Mailza Assis. As obras contemplam dez bairros com aproximadamente de 25 mil habitantes. Gladson foi acompanhado pelo senador Márcio Bittar, pelo deputado federal Eduardo Veloso, pelo secretário de Obras, Ítalo Lopes e pelo secretário de Governo, Alysson Bestene.

Frutos

“Com o apoio dos senadores, deputados estaduais, federais e dos nossos vereadores, daremos a resposta para a população, que é o nosso trabalho. Vamos dar todo o apoio para que a parceria com a prefeitura continue gerando esses importantes frutos”, destacou o governador Gladson Cameli. Os recursos serão investidos em pavimentação, calçadas e drenagem nos bairros Cohab, Democracia, Fazendinha, Centro, Triunfo, Naire Leite I, Chico Paulo, Jardim Botânico, 18 de Setembro e São Francisco.

Riozinho

O senador Marcio Bittar, que esteve na agenda do Quinari com o governador Gladson Cameli, prosseguiu até Porto Acre, onde foi com o chefe do Executivo ver como andam obras do prefeito Bené Damasceno executado com recursos de emendas de sua autoria. São mais de R$ 20 milhões para construção da ponte sobre o Riozinho do Andirá e R$ 15 milhões para a pavimentação do ramal. “O escoamento de produtos agropecuários e o direito de ir e vir da população é o compromisso maior do nosso mandato. Parabéns querida Pôrto Acre!”, festejou Bittar em seu Instagram.

Opera

O secretário estadual de Saúde, Pedro Pascoal, está comemorando a realização de mais de seis mil cirurgias eletivas no primeiro semestre deste ano pelo programa Opera Acre, o que representa crescimento de 45% em relação a igual período de 2022. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), o Acre possui, ainda, a maior taxa de expansão de cirurgias eletivas entre todas as unidades da federação.

Fila

Pedro Pascoal lembra que oferecer qualidade de vida aos pacientes que buscam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e zerar as filas de espera são prioridades da atual gestão do governo do Acre. Reiniciado em 2022, após o período pandêmico de enfrentamento à covid-19, o Opera Acre é o maior programa de redução de filas do estado.

Recursos

Em maio, a Secretaria de Saúde (Sesacre) submeteu ao MS o Plano Estadual de Redução de Filas. Com a aprovação, o estado garantiu mais de R$ 2 milhões em recursos federais para a realização das cirurgias eletivas. Inicialmente foi repassado um terço do valor estabelecido, o que representa cerca de R$ 850 mil.

Geografia

“Estamos trabalhando para descentralizar os serviços de saúde. É um esforço conjunto do governo federal, estadual e municipal. Os pacientes estão nos municípios, mas não estão restritos aos limites geográficos, são usuários do SUS. Isso é para mostrar o nosso compromisso com todos”, argumenta o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.

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