Geração Z enfrenta mudanças climáticas com TikTok e ações judiciais

Com processos em 5 estados, vídeos que misturam humor com indignação e passeatas nas ruas, movimento quer influenciar as eleições

Retrato de jovem sentada na beira de uma praia com o mar ao fundo

Kaliko Teruya, 13, uma das jovens americanas que têm se engajado em movimentos contra as mudanças climáticas, posa na praia de Honokowai, no Maui, no Havaí – Bryan Anselm/The New York Times

Kaliko Teruya estava voltando para casa de uma aula de dança tradicional havaiana no dia 8 de agosto quando seu pai lhe telefonou. Disse que o apartamento da família em Lahaina, na ilha havaiana de Maui, estava destruído e que ele estava correndo para se salvar.

Ele estava tentando escapar do incêndio mais letal em mais de um século nos Estados Unidos, um inferno atiçado por ventos fortes de um furacão distante e contra o qual as fracas defesas públicas contra desastres naturais praticamente não surtiram efeito.

O pai dela sobreviveu. Mas para Kaliko, que tem 13 anos, a destruição vivida reforçou seu engajamento com uma causa que está começando a definir sua geração.

“O incêndio foi tremendamente agravado pela mudança climática“, ela disse. “Quantos mais desastres naturais vão ter que acontecer até que os adultos entendam a urgência disso?”

Como um número crescente de crianças e jovens, Kaliko está engajada em esforços para conscientizar as pessoas sobre o aquecimento global e para reduzir as emissões de gases-estufa. Tanto assim que no ano passado ela e 13 outras crianças e jovens, de 9 a 18 anos, moveram uma ação na justiça contra o Estado onde vivem, o Havaí, por seu uso de combustíveis fósseis.

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