É quinta-feira, dia dedicado ao gigante e sábio Júpiter, de acordo com magia astrológica dos antigos caldeus. No céu, a Lua Nova avança mais na senda zodiacal e ingressa em Capricórnio, o signo representado pelas espécies dotadas de chifres longos e que gostam do alto das montanhas. Assim, este dia 19, o penúltimo útil da semana, chega sem modéstia e com muita vontade de conquistar e de se estabelecer.
Formando também um aspecto harmônico com o Sol libriano – que, por sua vez, está cada vez mais próximo do guerreiro Marte -, a rainha da noite exala poder. Mas não é uma força qualquer: trata-se daquela que remete à capacidade de promover o diálogo e conciliar interesses. Pois afinal, existe algo mais grandioso do que promover acordos proveitosos para todos os envolvidos?
Na Antiguidade, os animais chifrudos apareceram na mitologia de diversos povos como símbolo de elevação espiritual e sabedoria. Uma das possibilidades para que essa associação simbólica acontecesse é a de que os chifres longos, ao se elevarem sobre a cabeça, traçam uma linha direta ao céu, local para onde o ser humano olha, desde tempos imemoriais, para resgatar suas origens.
Milhares de anos depois, hoje, de posse da informação de que todos os elementos químicos presentes na formação da Terra e de todos os seus seres vivos foram fabricados no interior das estrelas, esse simbolismo ganha uma aura ainda mais mágica. Se considerarmos a quantidade de deuses e deusas, também em diversas culturas, que moravam no céu ou ascenderam para além das nuvens, veremos como o ser humano parece manter esse antigo sonho de fundir-se com as estrelas e voltar às suas origens.

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E talvez essa seja mesmo uma mentalidade interessante para se manter ao longo dos tempos. Buscar elevar-se junto ao infinito, entre as imagens desenhadas pelas constelações, pode mostrar um caminho comum a todos os seres vivos, sem que se caia na tentação de achar que um deus pode ser superior a outro. Afinal, somos todos poeira de estrelas!
Observe: próxima dos 30% de iluminação, a Lua Nova estará visível na porção Oeste do céu, depois do pôr do Sol e até por volta das 23h. Em meio à Constelação de Sagitário, o nosso satélite natural também estará na mesma longitude de Eltanin, a estrela Gama da boreal Constelação de Draco, o mítico dragão que circunda o Polo Celeste Norte.
