Ao fim de todo ano, o Google divulga a lista de termos mais procurados nos últimos 12 meses. Em 2023, uma palavra chamou atenção: intersexo. O termo teve um boom na internet após a declaração de Karen Bachini, influencer que afirmou ser intersexo em março.
De acordo com a influenciadora — que viralizou ao criticar a base de Virginia Fonseca — em um vídeo postado em seu canal no YouTube, ela tem os genitais e órgãos internos referentes ao sexo feminino, mas não produz hormônios.
Karen ainda contou que, aos 18 anos, descobriu ter um ovário pequeno e que não tinha glândulas mamárias.
“Naquela época, me foi dito que eu tinha menstruado em alguma parte da minha vida e entrei na menopausa. Mas eu sempre achei isso muito estranho porque, se eu tivesse menstruado, eu saberia”, contou.
Karen Bachini tem um canal no YouTube sobre makes desde 2009
Logo depois, a jovem se submeteu a uma harmonização feminina e revelou que, ao parar de tomar hormônio, perde as características femininas, como o volume dos seios.
Entenda a condição
A cada 100 nascimentos, um bebê é intersexo, de acordo com a Sociedade Norte Americana Intersexo. Segundo a entidade, são pessoas cujos corpos não são nem femininos nem masculinos – antigamente chamadas de hemafroditas, termo pejorativo que caiu em desuso.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 0,05% e 1,7% da população mundial nasce com essas características.

