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Gladson vai ao STF para questionar trechos da Lei das Apostas Esportivas; entenda

Por Matheus Mello, ContilNet

O governador Gladson Cameli, do Acre, se juntou a outros cinco governadores em uma ação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), que questiona alguns trechos da Lei das Apostas Esportivas.

Gladson vai ao STF para questionar trechos da Lei das Apostas Esportivas; entenda

Governador Gladson Cameli é um dos autores da ação/Foto: Neto Lucena/Secom

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7640 está sob relatoria do ministro Luiz Fux e é assinada pelos governadores de Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Gladson Cameli (Acre), Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), Claudio Castro (Rio de Janeiro) e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Na ação, os governadores argumentam que a lei sancionada em dezembro do ano passado, que modificou partes da Lei 13.756/2018, limita a possibilidade de um mesmo grupo econômico obter concessão para explorar serviços lotéricos em mais de um estado.

Lei de Apostas Esportivas tramita na Câmara e no Senado desde 2023/Foto: Reprodução

Eles afirmam que essa restrição diminui a participação de empresas em licitações e cria um ambiente de competição entre os estados, onde alguns tendem a perder mais do que outros.

“Essas consequências devem recair, principalmente, sobre os estados de menor pujança econômica. Isso porque, cabendo ao operador privado a concessão em apenas um estado, espera-se que serão priorizados, pelos agentes econômicos mais capacitados, aqueles cuja demanda populacional seja maior, bem como cuja população detenha maior poder aquisitivo, em prejuízo a estados menos atrativos”, argumentam os governadores.

Da mesma forma, consideram desproporcional a alteração nas regras sobre publicidade. A norma atual proíbe que a publicidade sobre o serviço de apostas seja veiculada em estado diferente daquele em que o serviço é efetivamente prestado.

Os governadores argumentam ainda que o serviço prestado pelas loterias ocorre quando a pessoa adquire um bilhete, enquanto a publicidade busca apenas atrair um potencial usuário. Por isso, ao restringir a publicidade somente aos usuários localizados dentro dos limites territoriais do ente da federação, a lei viola a razoabilidade.

Além disso, é apontado que o veto afeta a livre concorrência, pois impede o direito das loterias de explorar o potencial publicitário para atrair novos usuários.

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