NĂșcleo especializado em potencializar mentes brilhantes na educação de superdotados atende 200 alunos no Acre

A indicação para que um aluno possa ser investigado Ă© feita de forma online e qualquer pessoa pode fazĂȘ-la

Por AgĂȘncia de NotĂ­cias do Acre 07/05/2024 Atualizado: hĂĄ 2 anos

“Mentes brilhantes nĂŁo devem ser desperdiçadas, e sim potencializadas”, diz a frase que se destaca entre as artes no hall de entrada do NĂșcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S), ligado Ă  Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes do Acre (SEE), e que atende 200 alunos com empenho acima da mĂ©dia em algumas ĂĄreas especĂ­ficas. Ao mesmo tempo em que o espaço faz o trabalho de investigação da superdotação, tambĂ©m acolhe, direciona e, principalmente, cria possibilidades para esses jovens.

Um prĂ©dio que transborda criatividade e Ă© guardiĂŁo da engenhosidade de cada aluno que por ali passa, deixando sua marca, seja nos traços de um desenho, na resolução de um problema matemĂĄtico, nas notas musicais ou atĂ© mesmo se tornando professor do nĂșcleo, o NAAH/S guarda histĂłrias e funciona como orientador de jovens mentes brilhantes que estĂŁo com a cabeça “fervendo” de ideias.

O retorno desse trabalho se då com a revelação de muitos talentos e, mais ainda, com o fortalecimento da educação como mudança de vida e de espaço.

De observador a escritor

Foi bem cedo que Rodrigo Padula Brasil, de 11 anos, passou a observar aves e se apaixonar por elas. Mas ele queria mais conhecimento, entender as espécies, poder registrå-las e também falar com estudiosos. O movimento das asas e os håbitos dessas aves prendem a atenção do pequeno, que as olha, atento aos detalhes, enquanto segura firme sua cùmera fotogråfica.

O pai dele, Thiago Brasil, conta que o menino sempre foi apaixonado pela ciĂȘncia. Começou apresentando interesse por dinossauros, depois por rĂ©pteis e anfĂ­bios, mas as aves se tornaram o principal foco de Rodrigo, que passou pela investigação e jĂĄ tem o parecer pedagĂłgico de superdotação.

“HĂĄ aproximadamente trĂȘs anos, ele passou a se interessar mais pelos pĂĄssaros e estudar profundamente o assunto. Pedia livros especializados sobre o tema, queria conhecer profissionais que fossem referĂȘncia e teve a grande felicidade de, por coincidĂȘncia, encontrar a maior autoridade cientĂ­fica na ĂĄrea de ornitologia do Acre, que Ă© o professor Edson Guilherme. Depois de conhecĂȘ-lo e termos uma conversa, [o especialista] passou a orientar o Rodrigo, indicando biografias e dando outras dicas”, relembra o pai.

NĂșcleo especializado em potencializar mentes brilhantes na educação de superdotados atende 200 alunos no Acre

Aos 11 anos, Rodrigo lançou livro onde cataloga mais de 100 espécies de aves. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Edson Guilherme da Silva, que o pai menciona, Ă© doutor em Zoologia com ĂȘnfase em Ornitologia e Paleontologia de Vertebrados, atuando, principalmente, nos seguintes temas: Aves da AmazĂŽnia, aves do Acre e fĂłsseis do terciĂĄrio e quaternĂĄrio da AmazĂŽnia Ocidental. Atualmente, ele tambĂ©m Ă© professor da Universidade Federal do Acre (Ufac).

Com tantas referĂȘncias, a cabeça de Rodrigo “fervilhou” de ideias e ele conseguiu, aos nove anos, identificar que poderia contribuir para estudos de aves. Tudo isso sem sair de casa, com uma cĂąmera e orientação de quem conhece bem o assunto. E foi com essa idade que ele revelou aos pais o desejo de escrever um livro catalogando aves da cidade.

“A primeira ideia dele era fazer uma coisa bem tĂ©cnica e ampla, mas foi orientado pelo prĂłprio professor Guilherme a focar no local onde a gente mora, porque ia ser mais fĂĄcil de fazer essa catalogação. EntĂŁo, ele fez esse recorte e passou a se aprofundar, estudar, fazer os registros e, apĂłs o projeto concluĂ­do, submetemos ao Fundo Municipal de Cultura e foi uma grata surpresa para nĂłs a boa recepção que o trabalho teve”, disse.

Em 27 de janeiro deste ano, com lançamento no Sesc-Centro, Rodrigo expĂŽs o trabalho feito por cerca de um ano. SĂŁo mais de 100 espĂ©cies catalogadas pelo prĂłprio estudante e que agora estĂŁo reunidas no livro “Aves do CondomĂ­nio ChĂĄcara IpĂȘ”.

Enquanto exibe orgulhoso o trabalho que fez, Rodrigo conta que a ideia do livro surgiu justamente porque queria mais literaturas que abordassem as espécies da cidade onde mora:

“Existem pouquĂ­ssimos estudos de aves aqui no estado, entĂŁo tive a ideia de eu mesmo fazer esse estudo. A primeira ave que me chamou a atenção foi o prĂ­ncipe, que Ă© um pĂĄssaro bem vermelho, parente do bem-te-vi, que, inclusive, estĂĄ na capa do meu livro.”

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Rodrigo pensa em fazer um segundo livro sobre as espécies de aves na capital. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O amor pela fotografia ele herdou da mãe, Fernanda Brasil, que alimenta um perfil no Instagram em colaboração com o pequeno. E os planos dele não param por aí, pois jå estå pensando em um segundo livro.

“Meu prĂłximo livro serĂĄ sobre as aves da zona urbana de Rio Branco. Vou começar fazendo a parte escrita para depois começar a fazer as fotos”, revela. Sobre a tĂ©cnica para registrar os pĂĄssaros, ele diz que Ă© preciso conhecer o local de estudo e a ave que vai ser fotografada:

“Vou andando pelo condomĂ­nio e jĂĄ sei que tem algumas ĂĄreas mais especĂ­ficas para encontrar certas espĂ©cies com mais facilidade. Aprendi a fotografar com a minha mĂŁe. JĂĄ a foto depende da ave, porque tem umas que ficam paradas por mais tempo e outras que sĂŁo mais ĂĄgeis, como o beija-flor.”

“É algo que gosto, nĂŁo Ă© pesado”

Também com parecer de superdotação em linguagens, Lavínia Vasconcelos dos Santos, de 16 anos, jå terminou o segundo livro e estå escrevendo o terceiro. Começou o quarto e ainda estå iniciando uma série secundåria. Haja fÎlego e criatividade, mas nada disso é empecilho para ela, que conta que sempre foi apaixonada pela leitura, escrita e linguagem.

O primeiro livro “A Giant World” aborda a luta de sete adolescentes para sobreviver a uma sĂ­ndrome fictĂ­cia que ela chamou de sĂ­ndrome de Kösen, que Ă© o nome de Sultan Kösen, considerado o homem mais alto do mundo nos registros da histĂłria.

“Essa sĂ­ndrome deixa todos os animais gigantes, e esse grupo precisa sobreviver a tudo isso sozinho. Estou escrevendo muita coisa, mas Ă© algo que eu gosto e que nĂŁo Ă© pesado. É muito bom ver as pessoas gostando das minhas histĂłrias. Um dia perguntei ao meu amigo qual era o livro preferido dele e ele respondeu que era o meu, entĂŁo fiquei muito feliz e orgulhosa”, contou.

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Estudante faz as ilustraçÔes de seus livros. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Mesmo com o parecer para a linguagem, Lavínia tem outras åreas de interesse, como escrita, leitura e desenho, que também são acompanhadas pela equipe. Inclusive, foi ela quem fez as ilustraçÔes do livro.

“Criei essas outras habilidades a partir da minha primordial, que Ă© a escrita e leitura. Aprendi a ler e falar inglĂȘs para ler livros que nĂŁo estavam traduzidos ainda. Aprendi a desenhar e aprimorei meus desenhos para ilustrar minhas histĂłrias”, disse.

Possibilidades

JĂĄ Lecenky AraĂșjo Camargo, de 17 anos, tem altas habilidades com os nĂșmeros. Ele disse que foi indicado durante o atendimento do NAAH/S na escola em que estudava.

“Meu interesse maior Ă© trabalhar na ĂĄrea de finanças e economia, e aqui trabalho com o professor a questĂŁo de explorar ideias, examinar conceitos. Foi tambĂ©m aqui que tive o suporte para treinar para a OlimpĂ­ada Brasileira de MatemĂĄtica das Escolas PĂșblicas (OBMEP). NĂŁo sĂł treinei, como tambĂ©m ajudei uma das alunas que conseguiu o que eu nunca consegui: a medalha de ouro da olimpĂ­ada”, conta.

O jovem jĂĄ ganhou quatro medalhas da competição, sendo trĂȘs de bronze e uma de prata. JĂĄ Isadora Cordeiro Tufic, aluna que ele ajudou, foi ouro na edição do ano passado da OBMEP.

Lecenky diz que o NAAH/S na vida dele foi crucial para seu desenvolvimento. O nĂșcleo, nas palavras dele, cria um espaço de possibilidades e ajuda o aluno a entender melhor aquela ĂĄrea que o fez receber a indicação de superdotação.

“O NAAH/S acolhe e oferece um ambiente favorĂĄvel e propĂ­cio para que esse aluno venha desenvolver o potencial pleno dele, toda capacidade que ele pode lapidar para ter no futuro, um arsenal de recursos e conseguir disputar no mercado de trabalho. Esse trabalho Ă© importante para que essa pessoa possa contribuir muito mais do que a gente consegue mensurar hoje, porque temos uma visĂŁo muito superficial das coisas, mas com a estrutura oferecida aqui, no futuro, os jovens poderĂŁo contribuir de maneira muito mais ampla. EntĂŁo, Ă© totalmente gratificante fazer parte desta famĂ­lia”, destaca.

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Lecenky, superdotado na ĂĄrea de exatas, reforça que o nĂșcleo cria um ambiente de possibilidades. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Mais do que esse local de apoio, o nĂșcleo tambĂ©m Ă© um ambiente onde os alunos se identificam com outros jovens, o que Ă© importante para o autoconhecimento e tambĂ©m vem como resposta para muitas dĂșvidas.

“É como se a gente fosse anĂŽnimo, atĂ© que aparece alguĂ©m dizendo que a gente tem possibilidades. E o NAAH/S faz isso. Muitos jovens tĂȘm talentos, extrema habilidade, mas nĂŁo tem possibilidades, e aqui eles direcionam a gente. Se nĂŁo tivesse essa estrutura, eu jamais conseguiria”, pontua.

Eliel Santos Reis, de 12 anos, com superdotação em artes, escuta atento o colega e confirma que segue aprendendo muito com a equipe que se dedica ao nĂșcleo. “Aqui eu aprendo muito e consigo compartilhar minha paixĂŁo com outros colegas”, completa.

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Artes, literatura, mĂșsica, liderança, sĂŁo diversas as ĂĄreas em que jovens podem ter altas habilidades. Foto: Marcos Vicentti/Secom

De aluno a professor

LĂĄ em 2008, Marco Melo entrou no NAAH/S como aluno e hoje Ă© professor de inglĂȘs e artes. Em 2009, ele foi para o quadro da equipe em um contrato que exigia apenas o nĂ­vel mĂ©dio. Agora, formado, ele atribuiu ao local a desenvoltura que conseguiu ter por conta do atendimento no nĂșcleo.

“Me formei e estou dando aula atĂ© hoje. Eu sempre falo que o nĂșcleo foi um presente de Deus para mim, assim como a superdotação. Enquanto muitos estavam terminando o ensino mĂ©dio, quando terminei estava praticamente empregado. Para mim, desenhar e aprender inglĂȘs sozinho era normal, mas depois que conheci o NAAH/S tive um norte e muitas portas se abriram para mim”, conta.

Marco é um professor jovem que entende a condição de seus alunos e estabelece uma relação de confiança sólida. Esse tipo de acolhimento ultrapassa as paredes do prédio e impacta positivamente no comportamento desse aluno atendido ao longo da vida.

“Uso uma linguagem mais jovem, que eles gostam bastante. Outro dia um aluno se abriu comigo ao contar que tinha dislexia. Ele nunca tinha contado isso pra ninguĂ©m, mas se sentiu acolhido no nĂșcleo ao ponto de conseguir se abrir”, lembrou.

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Marco Melo foi aluno do NAAH/S e hoje Ă© professor. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Superdotação, nĂșmeros e açÔes

Para entender o trabalho do nĂșcleo sĂŁo necessĂĄrios alguns esclarecimentos. Quando se fala em superdotação – tambĂ©m chamada de altas habilidades – a primeira coisa que vem Ă  cabeça de muitas pessoas Ă© a genialidade. Erroneamente, tal condição Ă© tratada de forma fantasiosa por causa da desinformação e isso cria estereĂłtipos que tornam a vida dessas pessoas ainda mais difĂ­cil.

A superdotação caracteriza-se por um desenvolvimento intelectual acima da mĂ©dia, podendo representar especificidades em diversos campos do conhecimento, como intelectual, acadĂȘmico, liderança, psicomotricidade e artes. Esse leque Ă© amplo. Ao mesmo tempo, exigir perfeição em tudo Ă© humanamente impossĂ­vel.

O conceito de altas habilidades/superdotação sĂł passou a fazer parte da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a educação no paĂ­s, em 2013. Naquele ano, foi promulgada a Lei nÂș 12.796, que altera a LDB e estabelece “atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiĂȘncia, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os nĂ­veis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino”.

Dois anos depois, em 2015, a Lei n° 13.234 foi promulgada para tornar obrigatório identificar, cadastrar e atender estudantes com estas características.

Dados do Censo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que a quantidade de estudantes matriculados em 2022 na educação båsica no Brasil foi de 47,4 milhÔes.

Considera-se que cerca de 2,37 milhÔes (5%) de estudantes da educação båsica devem compor o grupo de superdotados. Entretanto, hå 26.815 (0,06%) estudantes com perfil de altas habilidades/superdotação matriculados na educação especial.

No Acre, o NAAH/S foi implantado em 2007, mas atĂ© 2018 funcionava dentro das escolas de ensino convencional, identificando e dando suporte a esses alunos. Em 2019, foi para um prĂ©dio prĂłprio, onde foi montada a estrutura fĂ­sica, com verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação BĂĄsica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e emendas parlamentares, para atender os alunos de todas as cidades do estado. AlĂ©m do nĂșcleo em Rio Branco, hĂĄ um polo em Cruzeiro do Sul.

Entre as atividades estão o processo de identificação e/ou atendimento de alunos com características de superdotação indicados pelas famílias e escolas; oferta de atividades de suplementação curricular e extracurricular para os alunos identificados e formação e orientação para os profissionais da educação e para a comunidade.

Segundo dados do nĂșcleo no Acre, de 2007 ao primeiro semestre de 2023 – Ășltimo levantamento – mais de 750 alunos foram atendidos, sendo 162 alunos identificados, ou seja, com parecer pedagĂłgico de superdotação. Atualmente, 200 estĂŁo sendo atendidos.

NĂșcleo especializado em potencializar mentes brilhantes na educação de superdotados atende 200 alunos no Acre

Jeane Machado destaca a importĂąncia do nĂșcleo na formação desses alunos e no processo de se identificar. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Jeane Machado, chefe do NAAH/S no estado, explica como Ă© feito esse trabalho, que envolve uma equipe focada em atender, da melhor maneira, esses jovens. O ingresso desses alunos Ă© feito por meio de indicação e, de acordo com a disponibilidade de vagas, esses alunos vĂŁo sendo inseridos no nĂșcleo.

“O tempo dessa investigação vai depender de cada aluno, porque cada caso Ă© Ășnico. PorĂ©m, a gente estima a duração desse processo entre seis meses a um ano e meio, para que esse aluno faça testes naquela ĂĄrea que ele tem aptidĂŁo. Depois disso, ele pode, inclusive, desenvolver interesse em outras ĂĄreas e ter acesso a tudo isso aqui”, explica.

Prioritariamente, as vagas sĂŁo destinadas a alunos de escolas pĂșblicas, porĂ©m atendem tambĂ©m a demanda das instituiçÔes privadas, pois Ă© o Ășnico no estado que faz esse tipo de investigação. Jeane destaca, ainda, que Ă© preciso muita informação para que estereĂłtipos sejam quebrados, pois hĂĄ ainda muitos mitos sobre a superdotação.

“Os alunos de altas habilidades e superdotação estĂŁo na educação especial porque Ă© necessĂĄrio um atendimento educacional especializado. Se trata de um comportamento, nĂŁo Ă© apenas o intelecto que estĂĄ acima da mĂ©dia. É todo um contexto entre a parte social, emocional, afetiva e intelectual, e Ă© uma atividade cerebral atĂ­pica”, esclarece.

O fato de estarem em um ambiente em que se reconhecem em outras pessoas Ă© primordial para que esses alunos consigam se sentir parte de um grupo, que entendam que hĂĄ outras pessoas semelhantes a eles.

“Aqui eles se sentem contemplados porque encontram coisas comuns uns nos outros,  conseguem dividir o que sentem. EntĂŁo, eles se reĂșnem e conseguem encontrar respostas para muitas dĂșvidas que desenvolvem. A gente precisa entender que a parte cerebral Ă© diferenciada, Ă© neuroatĂ­pica”, frisa.

NĂșcleo especializado em potencializar mentes brilhantes na educação de superdotados atende 200 alunos no Acre

Hå muitos mitos sobre a superdotação, o que pode gerar incompreensão desse aluno na escola convencional. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Ela tambĂ©m reforça que as altas habilidades tĂȘm um leque de oportunidades. O aluno pode ser superdotado em uma ĂĄrea especĂ­fica, mas ter interesses em outras ĂĄreas, o que nĂŁo vai eliminar as dificuldades em determinados assuntos que nĂŁo tenha aptidĂŁo.

“HĂĄ muitos mitos sobre altas habilidades e superdotação, um deles Ă© de que aquele aluno tem que ser bom em tudo, mas isso nĂŁo existe de maneira alguma. Ainda existem muitas ideias erradas. Quem convive com eles sabe como precisam de atendimento para que esse potencial seja alimentado, elevado, porque se nĂŁo for potencializado ele morre. NĂŁo Ă© que ele nĂŁo tinha esse potencial, mas nĂŁo trabalhou de maneira correta e morreu”, esclarece Jeane.

O NAAH/S atende apenas jovens atĂ© o ensino mĂ©dio. ApĂłs isso, o aluno pode continuar sendo um parceiro do nĂșcleo, mas nĂŁo passa mais a ser atendido por ele. A indicação para que um aluno possa ser investigado Ă© feita de forma online e qualquer pessoa pode fazĂȘ-la. O nĂșcleo fica localizado na Estrada Albert Torres, 825 – Conjunto Mariana, em Rio Branco.

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