Pai revoltado com demora em UPA briga com vigia: “Se fosse teu filho?”

Na confusĂŁo, pai brigou com um vigilante, chegando a trocar golpes. Sindicato lamentou e cena e alertou para a falta de profissionais

Por MetrĂłpoles 31/05/2024

Um pai ficou revoltado com a demora no atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, no Distrito Federal, nessa quarta-feira (29/5). Indignado, ele gritou e brigou com um segurança.

O pai buscaria atendimento para a filha que teria um objeto obstruindo a garganta. Testemunhas registraram a cena em vídeo.

Pai revoltado com demora em UPA briga com vigia: “Se fosse teu filho?”

Material cedido ao MetrĂłpoles

Veja:

“Chama o mĂ©dico! Chama o mĂ©dico! Se fosse teu filho?”, disparou o pai. A discussĂŁo se acalorou enquanto ele se aproximava do segurança. O vigilante empurrou o homem e disse: “Sai de mim. NĂŁo encosta em mim”.

Após ser empurrado, o pai agrediu o segurança. O vigilante alertou: “Não encosta em mim”. O homem desferiu outro golpe, e o segurança reagiu com um chute. O pai rebateu: “É minha filha, seu desgraçado. É uma criança”.

Seguranças

O Sindicato dos Vigilantes do DF lamentou o episĂłdio. O ĂłrgĂŁo destacou que a UPA nĂŁo teria nĂșmero de mĂ©dicos suficiente para o atendimento e, com isso, a população desconta a frustração e angĂșstia nos seguranças.

Via de regra, vigilantes nĂŁo tĂȘm atribuição de chamar os mĂ©dicos. A função dos profissionais Ă© cuidar da segurança e do patrimĂŽnio pĂșblico. De acordo com a instituição, a quantidade de vigilantes nas UPAs seria insuficiente.

Segundo o sindicato, os problemas na rede pĂșblica se intensificaram apĂłs a transferĂȘncia do atendimento de urgĂȘncia e emergĂȘncia dos hospitais para as UPAs.

Outro lado

O MetrĂłpoles entrou em contato com o Instituto de GestĂŁo EstratĂ©gica de SaĂșde do Distrito Federal (Iges-DF), responsĂĄvel pelas UPAs. Por nota, o instituto lamentou o episĂłdio. “Esse tipo de reação nĂŁo resolve o atendimento e cria um ambiente hostil tanto para os colaboradores comprometidos em ajudar o prĂłximo quanto para os pacientes que aguardam seus atendimentos de forma respeitosa”, assinalou.

Leia a nota completa:

O Instituto de GestĂŁo EstratĂ©gica de SaĂșde do Distrito Federal (IgesDF) estĂĄ ciente e lamenta profundamente o episĂłdio de violĂȘncia que aconteceu na UPA de Recanto das Emas na noite desta quarta-feira (29).

Informamos que, durante o período, a unidade em questão encontrava-se funcionando com um fluxo tranquilo e com a classificação vermelha com a porta zerada as 21:30.

A paciente H.M chegou acompanhada da famĂ­lia as 21:57, na mesma hora foi aberto a Guia de Atendimento de EmergĂȘncia, a criança passou pela triagem e foi classificada como amarela as 22:16 e posteriormente passou pela evolução da enfermagem as 22:58.

Os pais trouxeram a informação de que a criança teria engolido um lacre de cerveja, com isso os médicos informaram como aconteceria o atendimento.

Primeiramente a criança passaria pelo médico da UPA que pediria um parecer para CIPE, por se tratar de um corpo estranho. Após o parecer ser aceito, o transporte seria solicitado para que a criança fosse transferida para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), para realização do exame.

O pai da criança cobrou que ela fosse atendida imediatamente e cobra que o vigilante chame um médico, esse informa que a família deve esperar ser chamada na recepção. O pai se dirige ao vigilante de forma intimidadora, invadindo o espaço do funcionårio resultando no reflexo do segurança. O IgesDF informa que estå apurando todos os fatos da ação.

A mãe da criança decide então recusar o atendimento, acreditando que o procedimento demoraria e vendo que o esposo estava nervoso. A família se retira da unidade por conta própria falando que iria buscar diretamente um hospital.

O IgesDF repudia episĂłdios como esse em que trabalhadores sĂŁo impedidos de cumprirem sua missĂŁo, que Ă© de salvar vidas, por serem agredidos covardemente por pessoas que tambĂ©m aguardam seus prĂ©stimos Ă  saĂșde. Esse tipo de reação nĂŁo resolve o atendimento e cria um ambiente hostil tanto para os colaboradores comprometidos em ajudar o prĂłximo quanto para os pacientes que aguardam seus atendimentos de forma respeitosa.

Estamos acompanhando e investigando atentamente o ocorrido, comprometendo-nos a colaborar integralmente com as autoridades competentes. Temos monitorado cuidadosamente os casos de agressĂ”es enfrentados pelos nossos profissionais de saĂșde. Todas as nossas unidades trabalham com equipe de segurança para garantir a proteção tanto das instalaçÔes quanto dos funcionĂĄrios. Essa medida visa coibir e reduzir tais ocorrĂȘncias, contribuindo para uma assistĂȘncia mais eficiente.

 

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