Casal que alimenta pessoas em situação de rua há 8 anos pede ajuda para seguir com projeto

O criador do projeto explica que planeja construir uma cozinha voltada para ele, podendo expandir o número de pessoas ajudadas por ele

O Projeto Social Anjos da Guarda vem enfrentando dificuldades para se manter, enquanto tenta expandir seus trabalhos, com a construção e compra de equipamentos para uma cozinha, podendo assim atender mais pessoas com suas refeições diárias.

Toda a produção de comida, que é distribuída gratuitamente para pessoas em situação de vulnerabilidade, é feita por Tiago da Costa de Araújo, sua esposa e seu filho de apenas cinco anos. 

O homem de 35 anos é autônomo, trabalha com lavagem de ar-condicionado e venda de metais, e através de seu próprio trabalho e contribuições de outras pessoas, mantém o projeto ativo há oito anos.

Eu comecei entregando na faixa de 30 sopas, hoje eu de 350 a 400 refeições nas ruas. Vendo sucata de ar-condicionado, lavo ar-condicionado, peço ajuda de alguns clientes, alguns amigos, mas não é o suficiente”, explica ele, que planeja construir uma cozinha voltada ao projeto.

Há oito anos o criador do projeto segue contando com o próprio dinheiro e pequenas doações/ Foto: Arquivo Pessoal

Ele, que hoje mora na Cidade do Povo, diz que planeja expandir as ações, construindo uma cozinha e disponibilizando mais de uma refeição diária para aqueles que ficam próximos ao local.

“Além de entregar 400 refeições, estamos com um projeto de fazer uma área na frente da cozinha, colocar umas mesas para servir café da manhã para crianças da Cidade do Povo”, conta.

Sobre a rotina, ele afirma que os preparativos começam por volta das 14h, e que toda a produção e armazenamento se estende até o início da noite, até às 18h30, saindo então para realizar as entregas em diversos pontos da cidade, retornando para sua casa já no começo da madrugada, por volta de meia noite.

“Nós entregamos aqui na Cidade do Povo, na UPA, na Via Verde para as pessoas que trabalham na noite. Agimos no primeiro e no segundo distrito”, pontua ele que não realiza a ação mais vezes na semana por não ter condições financeiras para isso.

Com as doações o idealizador vai distribuir café da manhã para as crianças do bairro/Foto: Arquivo Pessoal

Sobre os custos para a operação, que é realizada uma vez por semana, aos sábados, ele afirma que giram em torno de R$2 mil a R$3 mil mensais, com gastos entre utensílios, gás de cozinha e os alimentos em si.

Para aqueles que tiverem interesse em realizar doações e ajudar o projeto, elas podem ser feitas através da chave Pix (68) 992094330, ou pessoalmente, no endereço Travessa Campo do Rio Branco, 57, bairro Capoeira, na oficina de refrigeração X-Clima.

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