No Mês do Orgulho LGBTQIAP+, museus pelo mundo têm usado seus próprios acervos para celebrar a diversidade. O British Museum, de Londres, por exemplo, utilizou parte do Afresco dos Amantes da Tumba das Carruagens, representação etrusca de dois homens deitados, de Tarquinia, no Noroeste da Itália.
Obras do British Museum, em Londres, e do Museu da Diáspora Africana, em São Francisco — Foto: Reprodução
Na legenda, a instituição destaca: “De artefatos antigos a artistas contemporâneos, o Museu revela a rica história dos indivíduos LGBTQIA+ através do tempo e das culturas – embora estas histórias tenham sido muitas vezes escondidas das narrativas principais”.
Já o Museu da Diáspora Africana, de São Francisco, Califórnia, utilizou obras de dez artistas contemporâneos negros queer, como Kadar Small, Qualeasha Wood, Quil Lemons e Jonathan Lyndon Chase. “Hoje, em meio à ascensão das leis anti-LGBTQ+, tanto nacional como globalmente, juntamente com a continuação do apagamento e marginalização das histórias negras e queer, estes artistas estão esculpindo espaço para novas visões e narrativas. Eles enriquecem a paisagem artística contemporânea com perspectivas diversificadas e dinâmicas que refletem a plenitude e a multiplicidade da experiência negra”, informa o museu na legenda.
O New Museum, de Nova York, também destacou obras de artistas queer que estão na programação do mês de junho: “Defender perspectivas diversas é um princípio central do New Museum, e fornecer um espaço para perspectivas LGBTQ+ sempre fez parte de como damos vida à nossa missão – nova arte, novas ideias”, informa a legenda do post no perfil da instituição no Instagram.
O Smithsonian, complexo de museus em Washington, reuniu itens dos Arquivos da Arte Americana, como telas, desenhos, trabalhos de design e fotos para celebrar a data. “Junte-se a nós para uma diversão cheia de cores através de objetos, documentos e histórias orais e que dão testemunho da história queer”, convida a instituição.
No Brasil, o Masp (Museu de Arte de São Paulo) utilizou o óleo sobre tela “Trava na beleza-safira” (2021), do paraense Rafael Matheus Moreira, para convidar o público para as suas exposições deste ano, cujo tema são as Histórias da Diversidade LGBTQIA+. “Ao longo do ano de 2024, será apresentada no MASP uma série de atividades — exposições, cursos, palestras, oficinas, seminários e publicações—que propõem abordar e debater temas como o ativismo e a representatividade queer e os movimentos sociais LGBTQIA+ em conexão com a cultura visual e as práticas artísticas”, informa a postagem no Instagram.
