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Policiais são contra volta de visitas íntimas em presídio que teve rebelião em Rio Branco

Por Victor Manoel, ContilNet

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais, Eden Azevedo, expressou sua insatisfação em relação à provável retomada das visitas íntimas no presídio Amaro Alves, em Rio Branco. Em nota nesta segunda (24), Azevedo destacou que, quase um ano após a rebelião que resultou em cinco mortes, as reformas no prédio ainda não foram concluídas.

Policiais são contra volta de visitas íntimas em presídio que teve rebelião em Rio Branco

Presídio Amaro Alves, em Rio Branco/Foto: Reprodução

Azevedo criticou a gestão do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) por “empurrar decisões goela abaixo” sem diálogo adequado com a categoria, comprometendo a segurança e a organização da unidade. 

Ele pediu a revisão do processo de retomada das visitas íntimas, ressaltando a necessidade de decisões discutidas e acordadas com os policiais penais. 

“Sabemos do poder diretivo da gestão, porém, também sabemos que o baixo efetivo e a falta de segurança permitem que possamos deixar de cumprir ordens que colocam nossas vidas em risco, paralisando toda a rotina penitenciária”, afirmou Azevedo.

Reforma

A demora nas reformas e a autorização para a retomada das visitas nas celas e das visitas íntimas, sem a conclusão das obras e sem a presença de representantes da categoria nas negociações, têm gerado preocupações e insatisfações entre os policiais penais. Azevedo teme a ocorrência de um novo evento catastrófico devido à situação.

Em resposta à nota do sindicato, o Iapen-AC afirmou que há uma tentativa de desvirtuar o trabalho da atual gestão. O instituto destacou que, no dia 18 de junho, representantes de familiares dos reeducandos do presídio Antônio Amaro Alves foram recebidos na sede da instituição. 

A reunião contou com a presença da presidência do Iapen, diretorias operacionais, de Reintegração, de Infraestrutura, de Contratos e Convênios, o chefe do Departamento de Segurança da Polícia Penal, uma representante dos Direitos Humanos e a deputada estadual Michelle Melo.

A assessoria do Iapen revelou ainda que existem dois ofícios da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), enviados pela Comissão de Direitos Humanos e pela presidência da Casa, requerendo o retorno das visitas íntimas.

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