Em caso de emergĂȘncia no oceano, pilotos de aviĂŁo tĂȘm ‘plano B’ simples

Quando ocorrem emergĂȘncias durante voos sobre oceanos, aviĂŁo pode desviar para aeroportos (que estĂŁo mais perto do que vocĂȘ imagina)

Por Olhar Digital 19/08/2024

AviĂ”es sobrevoam oceano por horas em voos transcontinentais. Enquanto vocĂȘ estĂĄ lĂĄ em cima, pode ocorrer o pensamento: “E se tiver alguma emergĂȘncia? Estamos no meio do nada!” Calma. O “plano B” Ă© correr para algum aeroporto – que estĂĄ mais perto do que vocĂȘ imagina, segundo reportagem do UOL.

Em rotas que passam sobre o oceano AtlĂąntico, por exemplo, o aviĂŁo estĂĄ sempre a duas horas de algum aeroporto. JĂĄ nas que a aeronave passa sobre outros oceanos, a mĂ©dia de tempo sobe um pouco: trĂȘs horas.

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Quando aviĂŁo sobrevoa oceano, aeroportos estĂŁo mais perto do que vocĂȘ imagina/Foto: Leisure Session/Shutterstock

Vamos a exemplos pråticos. Geralmente, voos internacionais saem do Brasil por Fortaleza (CE). Um aeroporto alternativo no meio do oceano é o da Ilha do Sal (Cabo Verde), que fica de duas a quatro horas da capital cearense. Depois dele, o próximo fica a menos tempo ainda de viagem, seja na Europa ou na África.

Se tiver emergĂȘncia enquanto aviĂŁo sobrevoa oceano, aeronave tem contingĂȘncias e tripulação Ă© treinada

A reportagem do site explora dois cenĂĄrios hipotĂ©ticos alarmantes. Um deles Ă© se o aviĂŁo tiver problemas no motor. O outro Ă© se algum passageiro tiver um mal sĂșbito. Em ambos, existem contingĂȘncias e procedimentos para lidar.

Se os motores de uma das asas da aeronave parar de funcionar, Ă© grave mas nĂŁo significa necessariamente que o aviĂŁo vai cair. É que as aeronaves conseguem voar com apenas um motor.

O que varia, conforme modelo e companhia aĂ©rea, Ă© por quanto tempo. “Em geral, sĂŁo trĂȘs horas, mas alguns aviĂ”es podem voar mais de seis horas mesmo com algum problema”, diz a reportagem.

Interior de aviĂŁo

Em caso de mal sĂșbito, comissĂĄrios prestam primeiros socorros e piloto pode desviar voo para aeroporto mais prĂłximo/Foto: Matej Kastelic/Shutterstock

O Boeing 777-300ER, por exemplo, voou com apenas um motor por cinco horas e meia na rota entre Seattle (EUA) e Taipei (Taiwan), que dura 13 horas. Neste caso, foi proposital. O objetivo era receber a certificação Etops 330 (sigla em inglĂȘs para operaçÔes de alcance prolongado com aviĂ”es bimotores).

Quando algum passageiro passa mal durante o voo, os comissĂĄrios sĂŁo treinados para prestar os primeiros socorros. Em caso de infarto ou AVC, por exemplo, o “plano B” do piloto Ă© desviar para o aeroporto mais prĂłximo enquanto os comissĂĄrios acudem o passageiro.

Principal causa de pouso de emergĂȘncia

Uma das causas mais comuns que levam a pousos de emergĂȘncia sĂŁo odores fortes na cabine e problemas nos banheiros do aviĂŁo, segundo levantamento do site Global Incident Map.

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