O Estado do Acre registrou novos casos de arboviroses no período de uma semana, segundo o Boletim Semanal de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). Dengue, Chikungunya e Zika são arboviroses – doenças causadas por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos, mais comuns em ambientes urbanos.
A Chikungunya registrou aumento de 4 casos em apenas uma semana, saindo de 162 casos até 30 de julho para 166 casos até 7 de agosto, na Semana Epidemiológica (SE) 31. A incidência é de 26,5 casos para 100 mil habitantes. Nenhum óbito foi registrado até este período.
Sintomas da Cikungunya
- Febre
- Dores intensas nas articulações
- Edema nas articulações (geralmente as mesmas afetadas pela dor intensa)
- Dor nas costas
- Dores musculares
- Manchas vermelhas pelo corpo
- Prurido (coceira) na pele, que pode ser generalizada, ou localizada apenas nas palmas das mãos e plantas dos pés
- Dor de cabeça
- Dor atrás dos olhos
- Conjuntivite não-purulenta
- Náuseas e vômitos
- Dor de garganta
- Calafrios
- Diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças)
Já o Zika vírus registrou apenas um caso em uma semana, saindo de 45 registros até 30 de julho para 46 até 7 de agosto. Esta doença também não causou nenhuma morte até o momento. De 22 municípios, 8 ainda não tem registros de casos em 2024.
Sintomas do Zika vírus
- Dor de cabeça
- Febre baixa
- Dores leves nas articulações
- Manchas vermelhas na pele
- Coceira
- Vermelhidão nos olhos.
Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. Em geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito.
Dengue
A Dengue foi a doença com maior registro neste período, saindo de 2.617 casos até 30 de julho para 2.629 até 7 de agosto de 2024. Ao todo, foram 12 registros em uma semana. Com isso, a incidência dos casos é de 348,9 por 100 mil habitantes. Apenas dois municípios não tem informações sobre casos de dengue.
- Febre alta
- Forte dor de cabeça
- Dor atrás dos olhos
- Náusea
- Vômitos
- Manchas vermelhas na pele
Vacinação contra Dengue
Iniciando a campanha em fevereiro deste ano, o Acre foi o primeiro estado da Região Norte a iniciar a vacinação contra a dengue. A expectativa inicial era vacinar 17.810 pessoas do público-alvo em todo o estado.
A meta do Estado foi alcançada após ampliação da faixa etária, que inicialmente era de crianças de 10 e 11 anos, no entanto, houve baixa adesão.
Em seguida, a faixa etária contemplada foi ampliada para crianças e adolescentes entre 10 e 16 anos, além de pessoas com comorbidades (diabetes, hipertensão arterial e renais crônicos), de 20 a 59 anos.
Com isso, todas as doses enviadas a 11 municípios acreanos foram aplicadas antes do vencimento, no final de abril.
Febre oropouche
O novo boletim apontou que os casos de febre oropouche voltaram a aumentar no Acre. Segundo os dados, o Acre tem 430 casos confirmados em 2024. Os dados são da Semana Epidemiológica (SE) 31 e levam em consideração os números inseridos até 7 de agosto de 2024. Mesmo com aumento de casos, Santa Rosa do Purus ainda é o único município sem registro de febre oropouche.
O aumento foi de 8 casos em uma semana e as amostras testadas foram 1.658, 55 a mais que no último boletim. O Acre havia apresentado estabilidade quando não registrou aumento de casos entre a Semana Epidemiológica 29 e 30.
A febre oropouche é uma doença infecciosa aguda e é causada pelo vírus de mesmo nome. Além disso, a doença é causada por um arbovírus.
Sintomas de Febre Oropouche
- Febre;
- Calafrios;
- Dor de cabeça;
- Dor nas articulações;
- Náuseas.
A febre oropouche é transmitida, principalmente, pelo Culicoides paraenses, mais conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Mas, apesar de ser o principal vetor, não maruim não é o único. Segundo a Revista Veja, em regiões urbanas, o Culex quinquefasciatus, o pernilongo visto comumente em residências, também é um dos vetores.
O Ministério da Saúde registrou um caso de um bebê nascido no Acre com anomalias congênitas associadas à transmissão vertical de febre oropouche, segundo o Governo do Acre. O registro foi feito nesta quinta-feira (8).
O Estado publicou uma nota explicando a situação. Segundo a nota, o bebê morreu na última semana, após 47 dias de vida. A mãe, de 33 anos, havia apresentado rash cutâneo (erupções) e febre no segundo mês de gravidez. “Os exames laboratoriais no pós-parto deram resultado positivo para o vírus Oropouche”, segundo a nota.
Como se proteger?
Como forma de prevenção, uma das medidas é evitar áreas onde há presença excessiva de maruins e mosquitos, além do uso de telas de malha fina em portas e janelas, bem como usar roupas que cubram a maior parte do corpo.
Para evitar os mosquitos, é comum a orientação para manter a casa limpa, incluindo o quintal e locais de criação de animais, além de recolher folhas e frutos que caem no solo. O uso do repelente também é recomendado.