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Alexandre de Moraes rejeita proposta de anciã que defecou nas dependências do STF

Por Tião Maia, ContilNet

A idosa que defecou nas dependências da sede do Supremo Tribuna Federal (STF), durante a invasão de bolsonaristas à Praça dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023, que ficou conhecida como Fátima de Tubarão, vai continuar presa. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, relator dos casos da invasão seguida de quebra-quebra em Brasília, rejeitou proposta de acordo feita pelos advogados de dona Fátima.

Alexandre de Moraes rejeita proposta de anciã que defecou nas dependências do STF

Fátima de Tubarão em imagem do dia dos ataques, em 8 de janeiro de 2023/Foto: Reprodução

A anciã catarinense foi condenada pelo STF a 17 anos de prisão, em julgamento realizado em agosto deste ano. A idosa tem 67 anos. Ela apareceu defecando em vídeos que mostram a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

A solicitação da defesa de Fátima Mendonça, conhecida como Fátima de Tubarão, para que o Ministério Público se manifestasse sobre a possibilidade de oferecer o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), foi rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes, na terça-feira (22).

O ANPP é uma medida alternativa prevista no Código de Processo Penal, que é aplicada em crimes cometidos sem violência ou grave ameaça, cuja pena mínima seja inferior a quatro anos.

Ao selar o entendimento, o investigado deve se comprometer a reparar o dano cometido. Em contrapartida, o Ministério Público pode determinar prestação de serviços à comunidade, pagamento de multa, ou outras condições.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, pontuou que o caso de ‘Fátima de Tubarão’ não atende aos requisitos previstos em lei para a concessão deste acordo. Isso porque as penas mínimas dos crimes aos quais ela foi condenada somam mais de quatro anos de prisão. Além disso, o emprego de violência ou grave ameaça é elemento presente na definição de dois dos delitos pelos quais ela foi condenada, contrariando a regra para a oferta do ANPP.

Fátima está presa desde janeiro de 2023. Quando a denúncia foi analisada, a defesa negou a acusação, sustentou que o tema não era competência da Corte e que o pedido deveria ser rejeitado.

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