A erosão do Calçadão do Novo Mercado Velho tem avançado e a Defesa Civil Estadual interditou toda a área, localizada às margens do Rio Acre, no Centro da capital acreana. O trecho interditado pelo órgão é entre a Ponte Juscelino Kubitschek, conhecida como Ponte Metálica, e a Ponte Coronel Sebastião Dantas, a de concreto.
Ao ContilNet, a Defesa Civil informou que interditou a regiĂŁo que inclui cerca de 12 imĂłveis, bem como a Passarela Joaquim Macedo.

A erosão vem cedendo o calçadão 1 cm a cada dois dias, o que revela a emergência da retirada dos comerciantes/Foto: Pedro Devani/Secom
De acordo com o coronel Carlos Batista, coordenador da Defesa Civil Estadual, os proprietários estão proibidos de abrir os estabelecimentos nesta sexta-feira (25), pois com a abertura dos comércios, pessoas iriam passar pelo local da erosão, o que representa riscos. Uma área de, aproximadamente, 270 metros foi isolada, e será necessário retirar os bens dos imóveis.
As Defesas Civis de Rio Branco e do Estado decidiram retirar os comerciantes do CalçadĂŁo do Mercado Velho, em razĂŁo da erosĂŁo que atinge um dos pontos turĂsticos mais importantes da capital. A erosĂŁo vem cedendo o calçadĂŁo 1 cm a cada dois dias, o que revela a emergĂŞncia da retirada dos comerciantes.

Erosão no calçadão do Novo Mercado Velho/Foto: ContilNet
Segundo o coronel, um laudo foi emitido por geotĂ©cnicos, que dizem que a erosĂŁo continua cedendo 1 cm a cada dois dias. “Esse processo erosivo tem uma movimentação lenta, mas continua cedendo, e a gente precisa de um estudo mais aprofundado para saber como que está movimento por baixo. Com a quantidade de chuvas, que agora aumentou, a tendĂŞncia Ă© que aumente a movimentação e a gente já está se precavendo para que a gente evite qualquer problema, tanto com acidentes envolvendo pessoas, como os comĂ©rcios”, disse.
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Coronel Batista Ă© coordenador da Defesa Civil Estadual/Foto: Ascom/Sefaz
Batista também falou que a região do prédio do Mercado Velho ainda não foi atingida, e as lojas e restaurantes dentro do prédio ainda estão funcionando normalmente.
Coronel Batista disse ainda que nĂŁo há como executar uma obra desta complexidade durante o perĂodo chuvoso. “É uma obra complexa, envolve um talude de mais de 250 metros, tem áreas tombadas pelo patrimĂ´nio, tem ponte, entĂŁo tem que fazer um estudo bem aprofundado e nĂŁo se trabalha nesse perĂodo chuvoso. Todos os esforços estĂŁo sendo feitos no sentido de reduzir a movimentação daquele talude”, finalizou.


