Ícone do site ContilNet Notícias

Milei defende nova aliança política, comercial e militar com os EUA

Por Notícias ao Minuto

No último domingo (26), a diretora de Vigilância e Controle de Fronteiras do Ministério da Segurança Nacional, Virginia Cornejo, disse que a construção da cerca faz parte de uma medida dentro do Plano Güemes, promovido por Patricia Bullrich com o governador da província de Salta, Gustavo Sáenz. Seu objetivo é “combater crimes federais na fronteira norte de Salta”, mas com foco especial nos departamentos de Orán e Aguas Blancas, “áreas estratégicas ligadas à Bolívia”. Também busca fortalecer o controle nas passagens de fronteira. “Em pontos como Aguas Blancas, controles mais rigorosos serão implementados para prevenir atividades ilícitas e melhorar a segurança”, detalha o site do governo argentino. A passagem entre os dois países é muito usada por argentinos que compram produtos mais baratos na cidade boliviana de Bermejo, em frente à Aguas Blancas, e depois retornam à Argentina. O que tem ocorrido com mais frequência com o aumento dos preços nos lado argentino desde a posse de Milei. Pela extensão, segundo especialistas, a construção da cerca terá pouca eficácia para evitar a circulação de criminosos e produtos contrabandeados. Governo boliviano diz que medida ‘pode afetar a boa vizinhança e a convivência pacífica’ O governo boliviano rechaçou a construção da cerca na fronteira. “O Ministério das Relações Exteriores do Estado Plurinacional da Bolívia expressa sua preocupação com o anúncio do Governo da Argentina de instalar uma cerca de 200 metros na fronteira entre os dois países”, diz comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores daquele país. A pasta ressaltou que “as questões fronteiriças devem ser tratadas por meio de mecanismos de diálogo bilateral estabelecidos entre os Estados para encontrar soluções coordenadas para questões comuns” e, portanto, “qualquer medida unilateral pode afetar a boa vizinhança e a convivência pacífica entre povos irmãos”. O Ministério das Relações Exteriores da Bolívia também anunciou que “solicitará por meio de canais diplomáticos informações sobre este assunto para realizar as ações correspondentes”. “A Bolívia continuará apoiando o diálogo construtivo como forma de resolver questões de interesse comum”, conclui o texto. No entanto, a ministra da Segurança da Argentina respondeu sem nenhuma diplomacia. “Dentro da nossa fronteira, nós fazemos o que queremos. Estamos pondo uma cerca em nossa casa, em nossa pátria”, rebateu Bullrich na entrevista à rádio. Foto: © Lusa

No evento onde os dois líderes se elogiaram mutuamente, na quinta-feira à noite, Javier Milei apelou à criação de uma nova coligação para “estabelecer novos laços políticos, sim, mas também laços comerciais, culturais, diplomáticos e militares”.

Perante investidores e futuros membros da administração norte-americana republicana, Milei defendeu uma nova “aliança de nações livres, guardiãs do legado ocidental, estabelecendo novos laços políticos”, segundo informou hoje a Presidência argentina num comunicado de imprensa.

Milei defende nova aliança política, comercial e militar com os EUA

© Lusa

Entre as conversas mantidas por Milei durante o fórum, promovido pelo America First Policy Institute e fechado à comunicação social, a Presidência argentina destacou os contatos mantidos com Donald Trump e com o empresário multimilionário Elon Musk, que irá liderar o novo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE).

“No auge da cultura ocidental”, encontramos uma nova prova de fogo “na frente doméstica: a luta contra o vírus ‘woke’ [movimento que levanta questões relativas à justiça social e racial], com as suas terríveis consequências”, disse Milei no evento.

Na sua intervenção, o líder argentino populista ultraliberal felicitou Trump pela sua vitória contra a vice-presidente Kamala Harris nas recentes eleições presidenciais norte-americanas, a que chamou “o maior regresso político da história”.

“Hoje um fantasma diferente está assombrando o mundo, o fantasma da liberdade. Um fantasma que vem para acabar com o modelo de servidão que reina no mundo livre, sob o manto das boas intenções e da falsa justiça social”, disse Milei.

Por sua vez, Trump elogiou Milei como um aliado do seu movimento MAGA (‘Make America Great Again’) e compartilhou os seus ideais de “liberdade”.

“Javier, quero felicitá-lo pelo trabalho que tem feito, para tornar a Argentina grande novamente. É incrível a forma como a está corrigindo”, afirmou o republicano.

Milei é o primeiro líder estrangeiro a reunir-se com Trump após a sua vitória nas eleições presidenciais, a 05 de novembro, e antes da tomada de posse, agendada para 20 de janeiro de 2025.

Nesta semana, Milei declarou a sua intenção em conseguir um Tratado de Livre Comércio com os EUA e garantir melhores condições na relação da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A visita de Milei aos EUA será curta, pois irá receber no fim de semana o Presidente francês, Emmanuel Macron, em Buenos Aires, viajando em seguida para o Brasil, onde vai participar do G20 (grupo das 20 maiores e emergentes economias mundiais).

Posteriormente, e já na capital argentina, vai receber a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Sair da versão mobile