O procurador da RepĂşblica e diretor do MinistĂ©rio PĂşblico Federal do Acre, Lucas Costa Almeida Dias, será homenageado na Câmara dos Deputados, em BrasĂlia. A moção de aplausos foi apresentada e organizada pelas deputadas Erika Hilton (PSOL/AC) e Duda Salabert (PDT/MG).

Procurador Regional do MPF/AC, Lucas Dias/Foto: Reprodução Redes Sociais
“Lucas Costa Almeida Dias tem se consolidado como um dos principais protagonistas na defesa e fiscalização das polĂticas pĂşblicas voltadas Ă comunidade LGBTIA+, exercendo seu papel com extrema competĂŞncia, compromisso e sensibilidade social”, ressaltam as deputadas.
Elas continuam exaltando sua atuação, firme e resoluta, na cobrança de avanços nas polĂticas pĂşblicas para garantir que “o governo federal nĂŁo retroceda nos direitos conquistados e para que novas iniciativas sejam implementadas em prol da igualdade e dignidade de todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gĂŞnero”.
Lucas é responsável, ainda, por cobrar a correção do novo modelo de identidade para proteger pessoas trans da discriminação.
“Sua dedicação à causa LGBTIA+ não apenas reforça a importância de uma sociedade mais justa e inclusiva, como também serve de exemplo para todos os agentes públicos que buscam, por meio de seu trabalho, a efetivação dos direitos humanos em nossa nação”, finalizam.
Quem Ă© Lucas Dias?
Lucas coordena um grupo de trabalho, o grupo de trabalho LGBT+, dentro do MinistĂ©rio PĂşblico Federal (MPF) há quatro anos. Sobre a decisĂŁo no IBGE, na Ă©poca, o MPF explicou que a falta de identificação da população LGBTQIAPN+ impede a criação de polĂticas pĂşblicas adequadas.Â
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“É um ofĂcio em que a gente fica responsável pela proteção de direitos humanos no estado do Acre. O Brasil Ă© o paĂs que mais mata pessoas LGBT+ no mundo há 15 anos consecutivos e eu tenho percebido que essa violĂŞncia tambĂ©m se manifesta no Acre, principalmente atravĂ©s das mĂdias sociais, esses ataques Ă comunidade LGBT+”, diz o entrevistado.
A ação ajuizada em março de 2022 na Justiça Federal do Acre contra o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂstica (IBGE) ganhou repercussĂŁo nacional. Morando no Acre desde 2020, Lucas fala ao ContilNet para este domingo (16) sobre seu trabalho para a garantia de direitos destes cidadĂŁos e os desafios enfrentados em sua atividade.
“Essa Ă© uma demanda do movimento social desde os anos 80. Eu ajuizei ação cĂvil pĂşblica e ganhei a liminar para que fosse feita a inclusĂŁo, mas essa liminar foi derrubada pelo tribunal porque o IBGE nĂŁo tinha capacidade tĂ©cnica para fazer isso”, explica Lucas.
Para o procurador, esse é um caso que mostra a LGBTfobia institucional e a necessidade de uma instituição como o Ministério Público Federal “fazer essas provocações e tentar de alguma forma alcançar transformações sociais”.

