Há 16 anos, a Lojas Renner iniciou sua jornada rumo à sustentabilidade e hoje afirma ter consolidado práticas ambientais como valores fundamentais de sua atuação, sem onerar o consumidor final. Diante dos resultados, a companhia assumiu metas ambiciosas para essa agenda até 2030. A afirmação é do gerente geral de sustentabilidade da empresa, Eduardo Ferlauto.

: Em 2018, a varejista lançou o Selo Re
Foto: Divulgação Renner
Nossa premissa é não aumentar os custos. Para isso, trabalhamos internamente com comitês formados para discutir muito bem as soluções e viabilizar o não repasse”, disse à coluna.
Segundo ele, atualmente, 80% das peças de roupas das marcas da magazine utilizam processos com menor impacto sobre o solo, a água e a biodiversidade, como fibras certificadas e materiais reciclados. A meta é atingir 100% até 2030.
Arquitetura sustentável e outras práticas

Legenda: Neste ano, a Renner foi a marca brasileira com a melhor colocação na primeira edição do ranking Most Sustainable Companies, lançado pela revista americana Time com as 500 empresas mais sustentáveis do mundo, além de fazer parte da “A-List” do CDP na categoria Climate Change, considerado uma espécie de Oscar da Sustentabilidade Foto: Divulgação Renner
Ao todo, a marca assumiu 12 compromissos de sustentabilidade, incluindo soluções regenerativas e circulares. Além do processo produtivo, a arquitetura das lojas também é pensada para reduzir os impactos ambientais, como o uso de móveis modulares que evitam o descarte durante modificações de layouts, a redução do uso de gesso no teto e a adoção de iluminação adaptável.
Atualmente, cerca de 40% dos fornecedores migraram para energias renováveis de baixa emissão. Os próximos desafios, apontou Eduardo, são expandir a logística reversa, retornando as sobras da produção têxtil ao processo e reduzir em 55% a emissão de CO₂ de cada peça de vestuário e calçado produzida pela cadeia de fornecimento, até 2030.
“Nosso algodão certificado iniciou sua jornada em 2016, atingindo 100% em 2022. Essa trajetória iniciou em 2008, com a criação da Fundação do Instituto Lojas Renner, nosso pilar social responsável pela criação do Comitê de Sustentabilidade”, lembrou.
“Desde então, trabalhamos em busca de iniciativas que promovam a conformidade social, o desenvolvimento de toda a cadeia de fornecimento e práticas sustentáveis”, listou.
Marca brasileira na COP29
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Legenda: O gerente geral de sustentabilidade da Renner, Eduardo Ferlauto, e diretora de Gente e Sustentabilidade, Regina Durante, foram ao Azerbaijão representando a varejista Foto: Divulgação Renner
A Lojas Renner participou da COP29, realizada entre 11 e 22 de novembro, no Azerbaijão, para apresentar sua trajetória de sustentabilidade e a meta ‘Net Zero’ para 2050, aprovada pela Science Based Targets (SBTi).
O objetivo é reduzir em 90% as emissões dos escopos 1, 2 e 3 até 2050, atingindo a neutralidade climática ao compensar os 10% restantes com créditos de carbono.
Criada por CDP, Pacto Global, WRI e WWF, a SBTi é uma iniciativa que visa mobilizar o setor privado a adotar metas de redução de gases do efeito estufa baseadas em evidências científicas, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.
Veja o histórico da trajetória sustentável da empresa:
- 2008 – Fundação do Instituto Lojas Renner, que criou o Comitê de Sustentabilidade;
- 2011 – Lançamento do EcoEstilo, programa de logística reversa pós-consumo;
- 2013 – Introdução da sustentabilidade como valor corporativo e criação de uma área específica na companhia;
- 2016 – Definição de diretrizes estratégicas de moda responsável
- 2018 – Lançamento do Selo Re e da 1ª calça jeans com tecido reciclado do país
- 2021 – Inauguração da 1ª loja do varejo brasileiro com premissas de circularidade, encerramento do primeiro ciclo de compromissos públicos e remuneração da diretoria atrelada a metas ESG;
- 2022 – Lançamento da 1ª calça jeans rastreável do país (blockchain) e anúncio do 2º ciclo de compromissos públicos de sustentabilidade
