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Presidente de empresa de ônibus investigada por ligação com o PCC é preso em São Paulo

Por O Globo

Foi preso nesta sexta-feira Ubiratan Antônio da Cunha, presidente da UPBus, empresa de ônibus que opera na Zona Leste de São Paulo e é investigada por suposto elo com o crime organizado. É a segunda vez que o empresário é preso desde a deflagração da Operação Fim da Linha, em abril. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Ubiratan vinha descumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça.

Operação Fim da Linha: empresas da cidade de São Paulo eram usadas para lavar dinheiro do PCC — Foto: Divulgação/Receita Federal/09-04-2024

Ubiratan, de 53 anos, foi preso por policiais da Rota, a tropa de elite da Polícia Militar paulista, em uma clínica médica no bairro Anália Franco, na Zona Leste da capital. Ele teve o celular apreendido e foi encaminhado ao 30° Distrito Policial (Tatuapé).

O empresário é réu pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em junho, a Justiça determinou o recolhimento noturno de Ubiratan (que estava autorizado a sair de casa à noite apenas em dias que tivesse aulas no curso de Direito na Universidade Cruzeiro do Sul) e o proibiu de frequentar a sede da UPBus ou de praticar qualquer ato na direção da empresa. Segundo os extratos bancários do investigado, ele recebia de R$ 50 a R$ 84 mil mensais da operadora de ônibus.

Mesmo impedido de ir à empresa, Ubiratan teria ido ao local em 5 de junho, conforme denunciaram à Polícia Civil integrantes da cooperativa sucedida pela UPBus. Na mesma semana, o MP-SP descobriu que o interventor nomeado pela prefeitura para assumir o comando da empresa foi atraído por funcionários da UPBus sob o pretexto de tomarem um café em um estabelecimento nas redondezas da garagem. O dirigente esperava por ele no local, em afronta à decisão judicial.

No fim de junho, Ubiratan teve 23 armas de fogo apreendidas em ação do Gaeco e da 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio. O empresário teve a prisão preventiva decretada em julho, mas semanas depois conseguiu autorização para cumprir prisão domiciliar.

Além de Ubiratan, outras 25 pessoas já foram denunciadas pelo MP-SP em razão das investigações da Operação Fim da Linha.

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