Além de Alan, Governo pode fazer cortes de indicados de outros políticos do União Brasil

Veja detalhes na coluna Pimenta no Reino, do jornalista Matheus Mello

Por Matheus Mello, ContilNet 07/02/2025 Atualizado: há 1 ano

A decisão do governador Gladson Cameli de exonerar membros mais próximos do senador Alan Rick, foi um claro recado: a briga por 2026 já começou e promete ser uma episódio bem conturbado para alguns políticos conhecidos. Com as exonerações, o Palácio mostrou que a relação com o União Brasil – partido de Alan -, deve começar a ficar estremecida.

Acontece que as exonerações fazem parte de uma estratégia que visa enfraquecer a candidatura de Alan ao Governo em 2026. Candidatura essa, que é totalmente apoiada pela cúpula do União Brasil.

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Se Alan realmente tiver o apoio total do União Brasil na disputa pela cadeira de governador, o partido deverá rachar 100% com Gladson Cameli/Foto: Reprodução

Em outubro do ano passado, o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, anunciou que o União Brasil irá lançar Alan ao Governo em 2026, e que essa decisão terá o apoio da cúpula da sigla. “Não vamos medir esforços para que Alan seja candidato”, disse ele na época.

“Ele deixou muito claro que o partido quer colocar o nosso nome. Fiquei extremamente gratificado pelo partido, em nível nacional, entender que a gente faz um bom trabalho e nos consolidar, referendar aqui no estado”, disse Alan Rick dias após as declarações do correligionário.

Como fica a relação do governo com o partido?

Se Alan realmente tiver o apoio total do União Brasil na disputa pela cadeira de governador, o partido deverá rachar 100% com Gladson Cameli e o Progressistas.

Com isso, o União Brasil, um dos partidos com mais cargos no Governo, deverá ver uma lista extensa de exonerações no Diário Oficial.

O partido tem 03 deputados federais – Coronel Ulysses, Meire Serafim e Eduardo Velloso, além de outros 02 deputados estaduais – Gilberto Lira e Whendy Lima. Todos com indicações no Governo.

‘É legítimo’

A vice-governadora Mailza Assis também deu um ultimato. Em reunião com os deputados da base do governo na Aleac, ela deixou claro que é candidata ao Governo em 2026.

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Mailza Assis é atual vice-governadora do Acre/Foto: Reprodução

“Serei candidata em 2026, é um direito, é legítimo. Não teria porquê a gente não ter a continuidade de um projeto. Eu preciso da comunhão de todos, da aceitação, da aprovação da população. Muita coisa precisa ser avaliada”, disse Mailza durante a reunião.

Na reunião estavam 13 deputados estaduais – incluindo do União Brasil, que abriga o senador Alan Rick, principal adversário de Mailza no jogo.

Eram eles: Afonso Fernandes, Whendy Lima, Tanizio Sá, Marcus Cavalcante, Chico Viga, Pedro Longo, Luiz Gonzaga, Maria Antônia, Gene Diniz, Eduardo Ribeiro, Adailton Cruz, Clodoaldo Rodrigues e Arlenilson Cunha.

Força total

Mailza larga na frente com o apoio incontestável de 14 prefeitos do Acre, mais da metade dos deputados da Aleac, pelo menos 03 deputados federais, secretários de Estado, presidentes e diretores do Governo e toda a cúpula do Progressistas. Como ela mesmo diz, é candidata natural e surge com força total.

Aliada ferrenha

Uma das maiores defensoras da candidatura de Mailza é a deputada federal Socorro Neri. No ano passado, ela também defendia com unhas e dentes a candidatura de Alysson Bestene na disputa pela Prefeitura de Rio Branco.

Neri é uma defensora do Progressistas e luta incansavelmente pelo protagonismo do partido.

O jogo corre

Na primeira semana da nova legislatura da Câmara Municipal da capital, os vereadores já definiram os presidentes e vices das comissões da Casa. O destaque é para o vereador Bruno Moraes, do Progressistas, que das 13 comissões do parlamento, estará em 10. Ele ficou como vice-presidente de uma das mais importantes: a Comissão de Constituição e Justiça.

Grata surpresa!

O vereador Matheus Paiva é um dos novatos da nossa legislatura da Câmara. Apesar da pouca idade, ele já começa a dar sinais de que será um bom parlamentar. Sem medo, ele foi ao plenário e disse, mesmo sendo da base do prefeito Bocalom, o que muita gente acha sobre o secretário adjunto de Educação: “Lugar de professor é na Educação e de pastor é na igreja”.

Ponto para o novato que vem se tornando uma grata surpresa.

Repúdio total!

O secretário Paulo Machado precisa urgente se retratar formalmente após as palavras ditas sobre a imprensa acreana. Fomos chamados de mercenários, fofoqueiros desprezíveis, inúteis e imbecis. Isso é inaceitável. Um absurdo que a imprensa jamais deve aceitar. Ninguém pode falar o que quer e achar que isso não tem consequências.

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