A decisão do governador Gladson Cameli de exonerar membros mais próximos do senador Alan Rick, foi um claro recado: a briga por 2026 já começou e promete ser uma episódio bem conturbado para alguns políticos conhecidos. Com as exonerações, o Palácio mostrou que a relação com o União Brasil – partido de Alan -, deve começar a ficar estremecida.
Acontece que as exonerações fazem parte de uma estratégia que visa enfraquecer a candidatura de Alan ao Governo em 2026. Candidatura essa, que é totalmente apoiada pela cúpula do União Brasil.
Se Alan realmente tiver o apoio total do União Brasil na disputa pela cadeira de governador, o partido deverá rachar 100% com Gladson Cameli/Foto: Reprodução
Em outubro do ano passado, o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, anunciou que o União Brasil irá lançar Alan ao Governo em 2026, e que essa decisão terá o apoio da cúpula da sigla. “Não vamos medir esforços para que Alan seja candidato”, disse ele na época.
“Ele deixou muito claro que o partido quer colocar o nosso nome. Fiquei extremamente gratificado pelo partido, em nível nacional, entender que a gente faz um bom trabalho e nos consolidar, referendar aqui no estado”, disse Alan Rick dias após as declarações do correligionário.
Como fica a relação do governo com o partido?
Se Alan realmente tiver o apoio total do União Brasil na disputa pela cadeira de governador, o partido deverá rachar 100% com Gladson Cameli e o Progressistas.
Com isso, o União Brasil, um dos partidos com mais cargos no Governo, deverá ver uma lista extensa de exonerações no Diário Oficial.
O partido tem 03 deputados federais – Coronel Ulysses, Meire Serafim e Eduardo Velloso, além de outros 02 deputados estaduais – Gilberto Lira e Whendy Lima. Todos com indicações no Governo.
‘É legítimo’
A vice-governadora Mailza Assis também deu um ultimato. Em reunião com os deputados da base do governo na Aleac, ela deixou claro que é candidata ao Governo em 2026.
“Serei candidata em 2026, é um direito, é legítimo. Não teria porquê a gente não ter a continuidade de um projeto. Eu preciso da comunhão de todos, da aceitação, da aprovação da população. Muita coisa precisa ser avaliada”, disse Mailza durante a reunião.
Na reunião estavam 13 deputados estaduais – incluindo do União Brasil, que abriga o senador Alan Rick, principal adversário de Mailza no jogo.
Eram eles: Afonso Fernandes, Whendy Lima, Tanizio Sá, Marcus Cavalcante, Chico Viga, Pedro Longo, Luiz Gonzaga, Maria Antônia, Gene Diniz, Eduardo Ribeiro, Adailton Cruz, Clodoaldo Rodrigues e Arlenilson Cunha.
Força total
Mailza larga na frente com o apoio incontestável de 14 prefeitos do Acre, mais da metade dos deputados da Aleac, pelo menos 03 deputados federais, secretários de Estado, presidentes e diretores do Governo e toda a cúpula do Progressistas. Como ela mesmo diz, é candidata natural e surge com força total.
Aliada ferrenha
Uma das maiores defensoras da candidatura de Mailza é a deputada federal Socorro Neri. No ano passado, ela também defendia com unhas e dentes a candidatura de Alysson Bestene na disputa pela Prefeitura de Rio Branco.
Neri é uma defensora do Progressistas e luta incansavelmente pelo protagonismo do partido.
O jogo corre
Na primeira semana da nova legislatura da Câmara Municipal da capital, os vereadores já definiram os presidentes e vices das comissões da Casa. O destaque é para o vereador Bruno Moraes, do Progressistas, que das 13 comissões do parlamento, estará em 10. Ele ficou como vice-presidente de uma das mais importantes: a Comissão de Constituição e Justiça.
Grata surpresa!
O vereador Matheus Paiva é um dos novatos da nossa legislatura da Câmara. Apesar da pouca idade, ele já começa a dar sinais de que será um bom parlamentar. Sem medo, ele foi ao plenário e disse, mesmo sendo da base do prefeito Bocalom, o que muita gente acha sobre o secretário adjunto de Educação: “Lugar de professor é na Educação e de pastor é na igreja”.
Ponto para o novato que vem se tornando uma grata surpresa.
Repúdio total!
O secretário Paulo Machado precisa urgente se retratar formalmente após as palavras ditas sobre a imprensa acreana. Fomos chamados de mercenários, fofoqueiros desprezíveis, inúteis e imbecis. Isso é inaceitável. Um absurdo que a imprensa jamais deve aceitar. Ninguém pode falar o que quer e achar que isso não tem consequências.
