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Alergias alimentares na infância: como os pais podem se preparar

Por Ascom

O diagnóstico de uma alergia alimentar pode ser uma experiência desafiadora para os pais, especialmente quando se trata de crianças pequenas, que dependem do cuidado e da atenção constante de seus responsáveis.

Entre as mais comuns, a APLV (alergia à proteína do leite de vaca) está entre as mais prevalentes, afetando milhares de crianças ao redor do mundo. No entanto, além da APLV, há várias outras alergias alimentares que podem afetar as crianças, como as relacionadas ao ovo, ao amendoim, ao trigo e ao peixe, que exigem cuidados especiais e preparação.

Diante de tantas variáveis, é natural que os pais se sintam inseguros e ansiosos ao lidar com essas condições. Contudo, é possível se preparar adequadamente e oferecer um ambiente seguro para a criança, minimizando riscos e proporcionando uma vida saudável e equilibrada.

Neste artigo, discutiremos as melhores práticas e como os pais podem se preparar para lidar com alergias alimentares em seus filhos, garantindo que eles possam crescer de maneira saudável e com qualidade de vida.

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Entendendo as alergias alimentares mais comuns

As alergias alimentares ocorrem quando o corpo identifica erroneamente uma substância inofensiva como uma ameaça e reage de maneira exagerada. Conhecer as alergias mais comuns e seus sintomas é o primeiro passo para os pais se prepararem adequadamente e garantirem que seus filhos estejam seguros e saudáveis.

Vamos entender os tipos mais frequentes e como elas podem impactar a vida das crianças.

Alergia à proteína do leite de vaca (APLV)

Ocorre quando o sistema imunológico da criança reage de maneira exagerada às proteínas presentes no leite de vaca, como a caseína e a lactoalbumina. Essa condição é comum em bebês, principalmente em crianças com menos de 1 ano, mas pode ser diagnosticada em qualquer fase da vida.

Os sintomas variam de leves, como urticária e cólicas intestinais, a graves, como dificuldades respiratórias e anafilaxia. Quando um bebê é diagnosticado com APLV, o principal tratamento é a exclusão do leite de vaca e de seus derivados da dieta, o que inclui a orientação dos pais sobre como substituir esses alimentos por alternativas seguras, como fórmulas hipoalergênicas ou alimentos vegetais, caso a criança já tenha idade para a introdução alimentar.

Para pais que enfrentam essa realidade, o acompanhamento constante com profissionais especializados, como pediatras e nutricionistas, é essencial para garantir que a criança receba todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. Além disso, conteúdos sobre a APLV podem ser um ótimo recurso para obter informações valiosas sobre como gerenciar essa condição de forma eficaz e garantir a segurança alimentar do seu filho.

Alergia ao ovo

É uma das mais comuns, principalmente em crianças pequenas. Ela ocorre quando o sistema imunológico da criança reage a uma das proteínas presentes no ovo, podendo causar sintomas que variam de leves a graves. Os sintomas incluem desde erupções cutâneas até reações mais intensas, como dificuldades respiratórias e anafilaxia.

Para os pais, lidar com a alergia ao ovo significa ter que estar atento aos rótulos dos alimentos e, muitas vezes, substituir ovos em receitas por alternativas que não prejudiquem a saúde da criança, como o uso de farinhas sem ovos ou substitutos à base de plantas. Para isso, é importante educar a criança desde cedo sobre quais alimentos devem ser evitados, criando uma rotina que minimize os riscos de exposição.

Alergia ao amendoim

Uma das mais graves e também uma das mais comuns, afetando muitas crianças em todo o mundo. Embora o amendoim seja uma leguminosa e não uma noz, ele provoca reações alérgicas intensas em algumas pessoas, o que pode incluir anafilaxia, uma reação alérgica que ameaça a vida.

A melhor forma de se preparar é evitar completamente a exposição a esse alimento. Isso inclui não apenas a ingestão direta, mas também o cuidado com alimentos processados que podem ter traços de amendoim devido à contaminação cruzada.

Pais devem sempre verificar rótulos de produtos alimentícios e até mesmo informar escolas e organizadores de eventos sobre a alergia, para garantir que a criança possa participar de atividades sociais sem correr riscos.

Outras alergias alimentares

Além dessas, outras alergias alimentares, como as relacionadas ao trigo (como a doença celíaca), peixe, frutos do mar e soja, também são comuns. O diagnóstico de qualquer uma dessas condições exige a adaptação da dieta da criança, a conscientização de pais, cuidadores e escolas, e, em muitos casos, o uso de alternativas alimentares.

A orientação de um nutricionista é fundamental para que a criança tenha uma alimentação balanceada e segura, sem correr o risco de desenvolver deficiências nutricionais.

Como se preparar para lidar com as alergias alimentares?

Quando é diagnosticada, pode gerar muitos desafios para os pais, especialmente no início. Além de adaptar a dieta da criança, é necessário ajustar a rotina diária e estar preparado para situações sociais e educacionais.

A boa notícia é que, com o devido preparo, é possível garantir a segurança e o bem-estar da criança, evitando reações alérgicas e proporcionando um ambiente saudável e equilibrado. Vamos ver agora como os pais podem se preparar de maneira eficaz para lidar com as alergias alimentares de seus filhos.

1. Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é essencial para o controle da alergia alimentar. Quanto mais cedo a condição for identificada, mais fácil será ajustar a dieta e evitar alimentos que podem causar reações alérgicas. Os pais devem estar atentos aos sinais e sintomas, especialmente quando a criança é introduzida a novos alimentos. Em caso de dúvida, procurar um pediatra ou alergista é o primeiro passo para confirmar o diagnóstico e começar o tratamento adequado.

2. Educação e conscientização

Após o diagnóstico, os pais devem se educar sobre a condição do filho. Isso inclui entender quais alimentos devem ser evitados, como ler rótulos de alimentos, identificar sintomas de reações alérgicas e aprender o que fazer em caso de emergência.

A conscientização não se limita apenas aos pais, mas também a educadores, familiares e amigos, para garantir que a criança esteja segura em qualquer ambiente social, seja na escola, em festas ou na casa de parentes.

3. Preparação para eventos sociais

Um dos maiores desafios para pais de crianças com esta condição é a socialização. Festas de aniversário, almoços em família e até mesmo viagens podem ser fontes de preocupação. O segredo para reduzir a ansiedade é a preparação.

Falar com os responsáveis pelos eventos e garantir que o alimento será seguro é essencial. Também é recomendável levar alimentos próprios para garantir que a criança tenha opções seguras, além de informar todos os presentes sobre a condição da criança para evitar acidentes.

4. Substituições alimentares

Uma parte fundamental do preparo é encontrar alternativas alimentares que atendam às necessidades nutricionais da criança sem comprometer sua saúde. Com o avanço da indústria de alimentos e o apoio de nutricionistas, hoje existem muitas opções de substitutos para leite, ovo, trigo e outros alimentos alergênicos.

5. Monitoramento constante

É importante monitorar o estado de saúde da criança e estar sempre alerta a qualquer sintoma de reação alérgica. Ter um plano de emergência bem estabelecido, incluindo o uso de medicamentos como epinefrina, é essencial para garantir a segurança da criança em qualquer situação.

O acompanhamento regular com o pediatra e outros especialistas também ajuda a ajustar a dieta conforme a criança cresce e suas necessidades mudam.

Lidar com alergias alimentares não é uma tarefa fácil, mas com o preparo adequado, pais e cuidadores podem garantir que a criança tenha uma vida saudável, equilibrada e socialmente inclusiva. A educação, a conscientização e a adaptação da alimentação são as chaves para garantir a segurança e o bem-estar da criança.

 

Referências:

SILVA, Remersson Thaysnan da; OLIVEIRA E SILVA, Amanda Tavares Pinto Fernandes de; OLIVEIRA, Natália Chagas de; OLIVEIRA, Marcos Vinicius Luz de; MENDONÇA, Jean Jeyfison de Souza. Alergias alimentares na infância: sistema imunológico e fatores envolvidos. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 6, n. 9, p. 66324-66342, set. 2020. ISSN 2525-8761. DOI: 10.34117/bjdv6n9-170.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOLOGIA (ASBAI). Eu tenho alergia alimentar: E agora? A “Jornada do Paciente” do diagnóstico ao tratamento. 9 mai. 2024. Disponível em: https://asbai.org.br/eu-tenho-alergia-alimentar-e-agora/.

BRASIL. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Alergia alimentar: o desafio diário que exige atenção e apoio especializado. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/comunicacao/noticias/alergia-alimentar-o-desafio-diario-que-exige-atencao-e-apoio-especializado.

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