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Bolo envenenado: se viva, suspeita cumpriria mais de 100 anos de pena

Por Metrópoles

De acordo com o delegado Heraldo Guerreiro, Deise Moura dos Anjos, presa sob suspeita de matar quatro pessoas com um bolo envenenado com arsênio, no Rio Grande do Sul, poderia pegar mais de 100 anos de prisão “se estivesse viva, fosse julgada e condenada”. A Polícia Civil do estado concluiu o inquérito do caso que ficou conhecido como “Bolo envenenado”. De acordo com o documento, Deise agiu sozinha no crime.

A mulher foi encontrada morta na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no dia 13 de fevereiro. A mulher teria se desesperado, após o marido pedir o divórcio e a aliança de volta, e tirado a própria vida.

Caso estivesse viva, Deise dos Anjos seria indiciada por quatro homicídios triplamente qualificados (motivo fútil, emprego de veneno e dissimulação) e três tentativas de homicídio triplamente qualificadas. Com a morte, o Código Penal prevê a extinção de punibilidade.

“Ela é a única autora, até o momento, deste fato criminoso. Em razão de seu falecimento, de ela ter tirado a própria vida no presídio de Guaiba (RS), levou à extinção da punibilidade”, explicou o delegado Fernando Sodré durante coletiva de imprensa.

Reprodução

Linha do tempo do crime

De acordo com a delegada regional do Litoral Norte, Sabrina Deffente, Deise dos Anjos “tinha uma grave perturbação mental”. “Até se cogitou motivação financeira, mas quando descobrimos que tentou matar marido e filho, a motivação financeira foi descartada. O único motivo encontrado foi grave perturbação mental”, disse a delegada.

Após a morte de Deise, a perícia encontrou alguns bilhetes em sua cela. Em entrevista ao Metrópoles, o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, disse que Deise teria deixado um “tipo de desabafo” por escrito.

“Ela escreveu alguns bilhetes. Primeiro, tem uma camiseta em que ela escreveu um desabafo, dizendo: ‘Não sou assassina, só sou um ser humano fraco com depressão por tanto sofrer e pagar pelo erro dos outros’. É uma série de cartas. No primeiro momento, vimos apenas a camiseta, mas, depois, na avaliação detalhada do local, apareceram alguns escritos”, contou o delegado.

Segundo ele, Deise nunca havia admitido ter comprado o veneno, mas, nas cartas deixadas, ela diz ter comprado arsênio para ela e culpa a sogra por isso.

Após a morte de Deise, a perícia encontrou alguns bilhetes em sua cela. Em entrevista ao Metrópoles, o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, disse que Deise teria deixado um “tipo de desabafo” por escrito.

“Ela escreveu alguns bilhetes. Primeiro, tem uma camiseta em que ela escreveu um desabafo, dizendo: ‘Não sou assassina, só sou um ser humano fraco com depressão por tanto sofrer e pagar pelo erro dos outros’. É uma série de cartas. No primeiro momento, vimos apenas a camiseta, mas, depois, na avaliação detalhada do local, apareceram alguns escritos”, contou o delegado.

A mulher foi encontrada morta na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no dia 13 de fevereiro. A mulher teria se desesperado, após o marido pedir o divórcio e a aliança de volta, e tirado a própria vida.

Caso estivesse viva, Deise dos Anjos seria indiciada por quatro homicídios triplamente qualificados (motivo fútil, emprego de veneno e dissimulação) e três tentativas de homicídio triplamente qualificadas. Com a morte, o Código Penal prevê a extinção de punibilidade.

“Ela é a única autora, até o momento, deste fato criminoso. Em razão de seu falecimento, de ela ter tirado a própria vida no presídio de Guaiba (RS), levou à extinção da punibilidade”, explicou o delegado Fernando Sodré durante coletiva de imprensa.

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