O conselho de administração da OpenAI rejeitou formalmente uma oferta de US$ 97,4 bilhões feita por Elon Musk e outros investidores para comprar a empresa.
“A OpenAI não está à venda, e o conselho rejeitou por unanimidade a última tentativa do Sr. Musk de atrapalhar sua concorrência”, disse o presidente do conselho da OpenAI, Bret Taylor, em uma declaração publicada no X na sexta-feira (14).
A declaração marca a mais recente reviravolta em uma longa disputa entre a OpenAI e Musk sobre a reestruturação planejada do criador do ChatGPT.
A OpenAI foi fundada — por um grupo que incluía Musk e seu atual CEO, Sam Altman — como um laboratório de pesquisa sem fins lucrativos com uma entidade com fins lucrativos, mas está visando se reestruturar de uma forma que possa facilitar a captação de recursos e aumentar os retornos para investidores e funcionários.
Musk criticou esse plano como uma abdicação da missão sem fins lucrativos da OpenAI e, na segunda-feira (10), um grupo de investidores liderado por Musk se ofereceu para comprar a empresa para devolvê-la a uma “força de código aberto e focada em segurança”.
A oferta poderia ter levado a uma reformulação monumental na indústria de IA e tornado Musk, dono da concorrente da OpenAI, a xAI, uma força ainda mais poderosa na tecnologia.
Mas a OpenAI rapidamente rejeitou a oferta, com Altman postando no X na segunda-feira: “não, obrigado, mas compraremos o Twitter por US$ 9,74 bilhões se você quiser”.
Bret Taylor, que também liderava o conselho do X (na época Twitter) quando Musk iniciou sua oferta de aquisição da empresa, disse em sua declaração em nome do conselho da OpenAI que “qualquer potencial reorganização da OpenAI fortalecerá nossa organização sem fins lucrativos e sua missão de garantir que [a inteligência artificial generativa] beneficie toda a humanidade”.
Marc Toberoff, advogado do grupo de investidores liderado por Musk, disse em uma declaração que a rejeição “não foi nenhuma surpresa”, dada a declaração anterior de Altman, e contestou a alegação do CEO de que a OpenAI não está à venda.
No entanto, Toberoff acrescentou que o grupo ficou surpreso ao ver a ação vinda do conselho, “que tem deveres fiduciários rígidos de considerar cuidadosamente a oferta de boa fé em nome da instituição de caridade”.
“Eles estão apenas vendendo para si mesmos por uma fração do que Musk ofereceu”, disse Toberoff. “Alguém pode, por favor, explicar como isso beneficia ‘toda a humanidade?’”

